Quando o Pix foi lançado, ele rapidamente se tornou o “queridinho” das pessoas. Prático, instantâneo e gratuito, ele facilitou o dia a dia de muita gente ao simplificar transferências entre amigos, familiares e pequenos negócios.
Mas o Drex deve seguir um caminho diferente… Recursos de contratos inteligentes, tokenização de ativos e automação de transações, ele traz ferramentas para otimizar processos e reduzir custos operacionais, ajudando as empresas a ganharem eficiência e segurança.
O Drex tem o potencial de transformar operações internas das empresas. Pense em uma empresa que pode programar seus pagamentos automáticos a fornecedores, liberando os valores apenas quando certos requisitos forem atendidos. Esse tipo de automação, impulsionado por contratos inteligentes, é ideal para negócios que desejam manter o fluxo de caixa sob controle, aumentando a eficiência – uma vantagem que tende a ser muito mais significativa para empresas do que para o consumidor comum.
Além dos pagamentos automatizados, a tokenização de ativos abre um leque de possibilidades para empresas de todos os portes. Títulos, recebíveis e até mesmo imóveis podem ser tokenizados, o que facilita sua gestão e abre novas oportunidades de garantir créditos ou dividir investimentos de forma prática e segura. Para o setor corporativo, essa simplificação no acesso a capital e financiamento pode ser um diferencial enorme, otimizando operações e reduzindo custos administrativos.
O Drex também pode ser uma ferramenta poderosa para cadeias de suprimentos. Empresas que operam com vários fornecedores e distribuidores se beneficiam de transações mais seguras e do monitoramento em tempo real, tudo em um único ambiente digital. Com contratos inteligentes, o Drex possibilita que pagamentos sejam automaticamente liberados à medida que as mercadorias são entregues, o que aprimora a confiabilidade e agilidade nas operações. As empresas ganham transparência em transações de grande volume, reduzindo fraudes e riscos.
Embora eu entenda que o uso inicial do Drex seja voltado para as empresas, as eficiências e novas funcionalidades que ele traz ao ambiente corporativo traz em efeito um impacto na vida das pessoas físicas também. O avanço nas automações e nos processos de tokenização para as empresas pode gerar uma economia mais ágil e acessível, trazendo benefícios como melhores produtos financeiros, menores custos e maior transparência para o consumidor final. Com o tempo, esse ambiente vai abrir portas para casos de uso que atendam diretamente às necessidades das pessoas – e esses, prometo explorar com vocês no próximo sábado.
Por fim, o Drex traz uma série de funcionalidades, tornando-se um facilitador poderoso para a tokenização e automação das empresas. Esta fase inicial, B2B, deve estabelecer o Drex como um componente para a transformação digital das empresas brasileiras, deixando o palco preparado para futuras inovações que possam, mais tarde, atender também o modelo B2C.
Empresas, preparem-se. O Drex estará aqui para apoiar sua jornada rumo a uma nova era de eficiência e inovação.
*Rogério Melfi é especialista em soluções para o setor financeiro para Moedas Digitais de Banco Central (CBDC), Open Finance e Open Insurance, Métodos de Pagamentos, Crédito e tecnologias como blockchain e DLT. Este artigo é parte do bate-papo semanal sobre o Drex, originado no LinkedIn e que agora está também no Blocknews. Assine a newsletter do Blocknews para acompanhar as novidades do mercado e conferir as novas publicações.
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Oliver Andrade é jornalista, empreendedor e uma das vozes mais ativas do ecossistema cripto brasileiro. Aos 32 anos, casado e pai, concilia a vida pessoal com uma trajetória intensa no mercado de ativos digitais que começou em 2020 — quando...





