A compossibilidade refere-se à capacidade de diferentes componentes de um sistema operarem juntos de forma harmoniosa e eficiente. Imagine que você tem ingredientes: Campari, gin e vermute. Com esses ingredientes, você pode fazer um Negroni. Agora, se você substituir o gin por soda, tem um americano. Se trocar o gin por Prosecco, você obtém um Sbagliato. E, finalmente, ao substituir o gin por bourbon, você cria um Boulevardier.
No Drex, a compossibilidade permite que contratos inteligentes, tokens e outras aplicações descentralizadas (dApps) interajam sem conflitos, criando um ambiente coeso. Por exemplo, um contrato inteligente de empréstimo pode interagir com um token de propriedade imobiliária e um oráculo de preços de mercado para ajustar automaticamente as condições do empréstimo com base na variação do valor do colateral.
A compossibilidade foca na interoperabilidade nativa e harmoniosa entre componentes, sendo aplicada no desenvolvimento de novos sistemas e soluções dentro de um ecossistema unificado.
Compossibilidade, EVM e Drex
Essa compossibilidade é suportada pela Ethereum Virtual Machine (EVM). A EVM permite que contratos inteligentes e dApps interajam uns com os outros de forma padronizada. Isso significa que qualquer contrato inteligente ou dApp construído em uma plataforma compatível com a EVM pode interagir com qualquer outro, sem necessidade de integração adicional. Essa compatibilidade padronizada é o que torna a compossibilidade possível, facilitando a criação de um ecossistema unificado e interoperável.
Por outro lado, a integração foca na conexão entre sistemas independentes e legados. Ela é essencial para conectar sistemas existentes a novas tecnologias. Um exemplo seria o uso de APIs (Interfaces de programação de aplicações) para conectar sistemas bancários tradicionais ao Drex. A integração é crucial para trazer sistemas legados para o novo ecossistema digital, permitindo que trabalhem juntos de forma eficaz.
A compossibilidade é um conceito crucial para a Finternet, conceito lançado pelo Banco de Compensações Internacionais (BIS) que significa a interligação entre redes de registros distribuídos (DLTs) para a conexão global dos mercados. Assim, exemplifica como o Drex pode se destacar como um modelo do futuro sistema financeiro global. Permitindo que diferentes componentes interajam de forma harmoniosa e eficiente, a compossibilidade acelera o desenvolvimento e a inovação. Dessa forma, cria um ambiente integrado e coeso que atende às complexas necessidades financeiras modernas.
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*Rogério Melfi é especialista em soluções inovadoras para o setor financeiro para desafios como Moedas Digitais de Banco Central (CBDC), Open Finance e Open Insurance, Métodos de Pagamentos, Crédito e tecnologias como blockchain e DLT. Este artigo é parte do bate-papo semanal sobre o Drex, o SabaDREX, originado no LinkedIn e que agora está também no Blocknews. Assine a newsletter do Blocknews para acompanhar as novidades do mercado e conferir as novas publicações.
Oliver Andrade é jornalista, empreendedor e uma das vozes mais ativas do ecossistema cripto brasileiro. Aos 32 anos, casado e pai, concilia a vida pessoal com uma trajetória intensa no mercado de ativos digitais que começou em 2020 — quando...





