CZ anuncia US$ 1 bilhão para comprar BTC, ETH e BNB: vem mais alta?

Na segunda-feira (13), o CEO da Binance, Changpeng Zhao (CZ), anunciou que converterá US$ 1 bilhão de Binance USD (BUSD) em Bitcoin (BTC), Ethereum (ETH) e Binance Coin (BNB). O valor em BUSD faz parte do “Fundo de Recuperação da Indústria”, criado pela Binance após o colapso da FTX.

Com a volumosa quantia sendo migrada para outros criptoativos, investidores esperam que os preços de BTC, ETH e BNB passem por valorizações. Fontes ouvidas pelo Cointelegraph Brasil, no entanto, avaliam que o movimento da Binance não causará alta nos preços.

Abrindo mão de BUSD

Em seu anúncio, CZ afirma que os recentes acontecimentos envolvendo bancos estadunidenses, como o Silicon Valley Bank e o Signature Bank, foram os motivadores da decisão. 

A escolha pode também estar ligada à investida de reguladores de Nova York contra o BUSD, que envolve a paralisação da emissão e a interrupção de trocas entre a stablecoin e dólares a partir do ano que vem.

Sem pressão

Os motivos por trás da ação, no entanto, ficam em segundo plano. Investidores estão mais ansiosos quanto ao impacto que a conversão de US$ 1 bilhão de BUSD em outras criptomoedas pode causar. 

Fernando Limas, comerciante P2P de criptoativos e cofundador da Fort Exchange, afirma que as consequências dependerão da forma como a Binance irá realizar a compra. O mais provável é que a compra seja feita com grandes mesas do mercado de balcão, visando evitar que os preços dos criptoativos inflem.

“Geralmente, são usados grandes OTCs [mercados de balcão] nessas transações, para não impactar os preços dos criptoativos no mercado. Além disso, as compras são executadas de forma fracionada, controlando o slippage e a liquidez do fornecedor. Grandes operações, como esta, costumam ser feitas com cautela para não inflar o preço dos ativos.”

Carlos Lain, CEO da PagCripto, aponta ser possível que a movimentação da Binance influencie positivamente o preço de criptoativos, caso seja uma busca por liquidez imediata. Nesse caso, a exchange recorrerá ao varejo. “A Binance depende de outros parceiros para isso, pois seu próprio livro de ofertas não tem essa capacidade. Isso forma pequenas barreiras temporárias que podem auxiliar nas altas”, diz.

Lain destaca, contudo, que é muito provável que as operações de compra ocorram através de OTCs. “A Binance tem sua OTC própria e, independente de tudo, é uma das maiores do mundo. Então, ela sabe operar, e é cliente de diversos provedores de liquidez globais”, acrescenta. Nesse caso, o CEO da PagCripto conclui que as compras não seriam precificadas pelo mercado, ou seja, sem impactos relevantes nos preços.

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