Comunidade “clona” 10 mil NFTs do Ethereum na rede Bitcoin

A coleção de NFTs “Bitcoin Punks” terminou o processo de mint (criação) de 10 mil itens na rede da principal moeda, após a coleção “Crypto Punks”, famosa entre a comunidade Ethereum, ser clonada.

O processo de mint dos Bitcoin Punks era aberto ao público e terminou com várias pessoas consumindo os itens na rede do bitcoin.

A nova solução para levar os originais Crypto Punks para o Bitcoin Punks utilizou a tecnologia dos ordinals. Alguns fãs do bitcoin se mostraram empolgados com a novidade.

Coleção de NFTs Bitcoin Punks termina processo de levar ativos da rede Ethereum e se torna a primeira coleção de 10 mil itens na maior blockchain do mundo

De acordo com a coleção Bitcoin Punks, ela é a primeira solução a levar com sucesso NFTs da rede Ethereum para o Bitcoin.

“Bitcoin Punks são os primeiros uploads de bytes perfeitos dos Ethereum CryptoPunks originais para o Bitcoin Blockchain usando Ordinals.”

Após o processo de mint ser concluído, os ativos negociados em bitcoin começaram a atrair o interesse de colecionadores de NFTs. Com algum conhecimento, os compradores dos itens já conseguem até negociar via OpenSea seus ativos.

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De acordo com a plataforma em que os NFTs foram criados, a Ordinals, nenhuma alteração na rede bitcoin é necessária para receber os itens. Assim, além de NFTs, stablecoins e tokens, outros itens da Web 3.0 podem chegar ao ecossistema do bitcoin com a novidade.

Investidor empolgado por gastar 3,25 bitcoins em alguns alienígenas e macacos

Conforme o perfil do Twitter LeonidasNFT, que se apresenta como um historiador NFT, ele está empolgado com a nova tecnologia dos Ordinals.

Em uma publicação na última quinta-feira (9), ele declarou ter gastado 3,25 BTCs para comprar 2 alienígenas e mais 6 macacos da coleção NFT Bitcoin Punks. Na cotação de mercado nesta sexta-feira (10), o investidor comprou seus ativos por R$ 368 mil em bitcoin.

Para o colecionador, ao permitir que um satoshi de bitcoin guarde uma informação, o uso da tecnologia Ordinals escala a rede.

Apesar disso, parte da comunidade maximalista de bitcoin não gosta de ver o uso da tecnologia permitir a guarda de ativos “não importantes” na própria blockchain. Isso porque, o custo das transações na rede aumentam consideravelmente, além do consumo de espaço blocos.

Para alguns, é como se os novos NFTs em bitcoin fossem um novo ataque a rede, com parte da comunidade indicando que não apoiará as novidades envolvendo colecionáveis. No dia 2 de fevereiro de 2023, por exemplo, o maior bloco da história do bitcoin causou controvérsias entre desenvolvedores.



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