A inflação crescente e a fragilidade dos sistemas bancários tradicionais têm levado milhões de latino-americanos a recorrer às stablecoins como alternativa financeira estável e acessível. O movimento mostra que a adoção de criptomoedas na região vai além da especulação e se consolida como ferramenta de inclusão e proteção econômica.
Segundo Patricio Mesri, co-CEO da Bybit na América Latina, o uso de stablecoins já faz parte da rotina de muitos cidadãos. “As pessoas estão usando stablecoins no dia a dia, então é um mercado completamente diferente. As criptomoedas estão realmente mudando a vida das pessoas”, afirmou durante a European Blockchain Convention 2025, em Barcelona. Países como Argentina, Venezuela, Bolívia e México estão entre os líderes dessa transformação.
As stablecoins — como USDC e USDT — oferecem uma forma de preservar valor em moedas atreladas ao dólar e de realizar pagamentos digitais sem depender da infraestrutura bancária tradicional. Em 2024, as transações com stablecoins representaram 39% das compras realizadas na exchange Bitso, tornando-se os ativos mais procurados pelos usuários da América Latina.
Além de proteção contra a inflação, o uso dessas moedas digitais também reduz custos em remessas internacionais e possibilita novas formas de crédito. Em muitos casos, cidadãos estão contratando empréstimos lastreados em cripto para financiar compras de veículos ou imóveis, contornando as altas taxas e burocracias dos bancos convencionais.
Relatórios da Bitfinex Securities indicam que a tokenização de ativos do mundo real (RWA) pode impulsionar ainda mais esse avanço. Segundo a empresa, a adoção de instrumentos financeiros baseados em blockchain pode reduzir os custos de captação em até 4% e encurtar o tempo de listagem de novos produtos em até 90 dias, ampliando o acesso de investidores e empresas ao mercado de capitais.
Para Paolo Ardoino, CEO da Tether e diretor de tecnologia da Bitfinex, a tokenização tem o poder de quebrar barreiras históricas. “Por décadas, empresas e indivíduos em economias emergentes enfrentaram dificuldades para acessar capital por meio de instituições tradicionais. A tokenização remove essas barreiras”, destacou.
Com inflação acima de 100% em alguns países e sistemas bancários ineficientes, a América Latina parece estar na vanguarda de uma revolução silenciosa: a descentralização financeira baseada em ativos digitais está remodelando o modo como milhões de pessoas economizam, enviam e recebem dinheiro.
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