A exchange de criptomoedas Bybit confirmou que será a principal plataforma de venda pública do token PUMP, nativo da Pump.fun, entre os dias 12 e 15 de julho.
A iniciativa marca um novo capítulo para o projeto conhecido por permitir a criação de memecoins sem necessidade de programação, impulsionando uma onda de experimentações na blockchain Solana desde seu lançamento em janeiro de 2024.
Segundo comunicado oficial, a venda ofertará 150 bilhões de tokens PUMP, o equivalente a 15% da oferta total, ao preço fixo de US$ 0,004 por unidade.
Os pagamentos poderão ser feitos em USDT, USDC, SOL e bbSOL, combinando stablecoins e ativos nativos da Solana.
Contudo, a Bybit.eu, versão da plataforma regulamentada pela União Europeia, não permitirá a participação de usuários residentes na Europa.
A restrição atende às normas do MiCA (Markets in Crypto-Assets Regulation), conjunto de regras voltado ao mercado cripto no bloco europeu.
A Pump.fun, que já movimentou cerca de US$ 715 milhões em receita, ganhou notoriedade por sua interface gamificada e viral, que transformou usuários comuns em criadores e negociadores de tokens.
Apesar do sucesso, o modelo tem enfrentado críticas.
Analistas apontam que, embora a plataforma tenha democratizado o acesso ao lançamento de memecoins, muitos usuários amargam prejuízos em meio à especulação.
Após rumores de que a Pump.fun buscaria uma captação de US$ 1 bilhão com avaliação de mercado de US$ 4 bilhões, a expectativa pelo token PUMP cresceu.
No entanto, os volumes de negociação caíram drasticamente nos últimos meses. Dados da Dune Analytics indicam uma queda de 75% desde o pico em janeiro.
A DefiLlama aponta uma retração ainda maior, com 80% de redução no volume diário nos últimos seis meses.
A desaceleração ocorre em meio à ascensão de concorrentes como a plataforma LetsBonk, que recentemente superou a Pump.fun em receita diária, sinalizando uma possível transição no domínio do setor de memecoins.
Mauro Andrade cobre cripto internacional, geopolítica digital e mercado global no CriptoBR. Acompanha movimentos regulatórios nos EUA, Europa e Ásia, adoção institucional por grandes players (BlackRock, Fidelity, JPMorgan) e o impacto geopolítico das criptomoedas no cenário financeiro mundial.





