O Brasil encerrou julho com resgates líquidos de R$ 456,7 milhões em fundos de criptomoedas, em um movimento que contrasta com os fluxos globais positivos. Segundo dados da CoinShares, o país também acumulou saídas semanais de R$ 156,2 milhões, mesmo com o mercado internacional registrando entrada líquida de US$ 1,9 bilhão. Estados Unidos, Suíça, Alemanha e Austrália puxaram o volume global com aportes somados de US$ 2,18 bilhões. Na direção contrária, Brasil, Hong Kong, Canadá e Suécia apresentaram saldos negativos, destacando um possível movimento de realização de lucros por parte dos investidores.
Apesar das saídas, a valorização dos criptoativos sustentou o Brasil com US$ 1,6 bilhão em ativos sob gestão (AuM), mantendo o país na sexta posição entre os maiores mercados globais. O ranking é liderado pelos EUA com US$ 162,17 bilhões, seguido por Suíça, Canadá, Alemanha e Suécia.O Ethereum se destacou com entradas líquidas de US$ 1,59 bilhão na semana, impulsionando também fundos vinculados a altcoins como Solana (US$ 311,5 milhões), Ripple (US$ 189,6 milhões) e Sui (US$ 8,1 milhões). O aumento da demanda por esses ativos está ligado à expectativa por novos ETFs
tokenizados.
Ao todo, os fundos cripto alcançaram um recorde mensal de US$ 11,2 bilhões em entradas, superando em 50% o volume registrado em dezembro de 2024. Por outro lado, fundos de Bitcoin, cestas multiativos e Litecoin apresentaram saldos negativos.Entre os produtos com maior entrada destacam-se iShares Ethereum Trust (US$ 1,29 bilhão), Fidelity Ethereum Fund (US$ 382,9 milhões) e iShares Bitcoin Trust (US$ 267,9 milhões). Já entre os maiores resgates estão 2X Ether ETF (US$ 208,1 milhões) e Bosera Hashkey BTC ETF-HKD (US$ 170,4 milhões).
Mauro Andrade cobre cripto internacional, geopolítica digital e mercado global no CriptoBR. Acompanha movimentos regulatórios nos EUA, Europa e Ásia, adoção institucional por grandes players (BlackRock, Fidelity, JPMorgan) e o impacto geopolítico das criptomoedas no cenário financeiro mundial.





