O Bradesco lançou seu primeiro fundo de investimento 100% atrelado ao Bitcoin, marcando sua entrada direta no mercado de criptoativos. Batizado de “Bradesco Bitcoin FIF”, o fundo recebeu aprovação da CVM e é administrado pelo próprio banco, que até então só oferecia produtos ligados à Hashdex.
Com aporte inicial de R$ 500 e saque mínimo de R$ 100, o fundo cobra taxa de administração de 0,45% ao ano e permite alavancagem de até 70%, o que amplia a exposição a ativos via derivativos e operações estruturadas. O produto investe indiretamente em Bitcoin, por meio de cotas do “Hashdex Nasdaq Bitcoin Reference Price FIC FIM”, e já soma mais de R$ 10 milhões em patrimônio.
A nova iniciativa faz parte da estratégia digital do Bradesco, que intensificou sua atuação em blockchain desde 2019. Naquele ano, firmou parceria com a IBM para integrar uma rede global de pagamentos e, em 2020, adquiriu a fintech 4ward, especializada em serviços financeiros baseados em blockchain.
Em 2023, aderiu ao projeto-piloto do Drex, a moeda digital do Banco Central, e lançou um mapa próprio no Fortnite como parte de sua aproximação com o universo digital. Já em 2024, testou o Pix por aproximação com autenticação em blockchain.
Em 2025, o banco implementou uma solução de identidade digital no Hospital Edmundo Vasconcelos e passou a testar o uso da stablecoin USDC em operações de remessas internacionais, classificando o uso de moedas digitais estáveis como “irreversível”.
Com esse movimento, o Bradesco amplia sua presença no ecossistema cripto, acompanhando o avanço de outros grandes bancos e consolidando sua estratégia voltada à inovação financeira.
Co-Owner e consultor de Tokenização na Tokenizem





