Bitcoin ‘tira o bloco da rua’ com dados inesperados dos EUA enquanto ‘altcoins mascaradas’ sobem até 158%

O que se apresentava como uma semana decisiva para o mercado de criptomoedas se confirmou na última quinta-feira (16) após uma sequência de três dias de divulgação de dados da economia dos EUA. Isso porque as informações dos Departamentos de Trabalho e Comércio lançaram luz sobre o enfraquecimento da inflação em janeiro, que animou os investidores, e, posteriormente, a alta de preços aos produtores, que tendem a repassar os custos aos consumidores e elevar novamente o insistente índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês), provocando reação do Federal Reserve (Fed) com a elevação da taxa de juros. O que pode provocar refração dos grandes players ao mercado de criptomoedas. 

Segundo o Departamento do Trabalho, o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) aumentou 0,7% em janeiro no comparativo com dezembro, percentual que superou a expectativa dos analistas, apesar de o acumulado de 12 meses (6%) ter sido menor que o anterior (6,5%). No caso dos itens considerados voláteis como energia e alimentos, o PPI apresentou alta de 0,5% em janeiro ante 0,2 de dezembro, 4,5% e 4,7% nos dois acumulados de 12 meses, respectivamente. 

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Movimentando US$ 1,09 trilhão (-2,44%) na manhã desta sexta-feira (17), o mercado de criptomoedas reagia negativamente à divulgação do PPI ao seguir o mercado de ações. Tanto que o índice S&P 500 (SPX) também apresentava retração ao operar em 4.090 pontos (-1,38%) enquanto o NASDAQ-100 registrava 12.442 pontos (-1,93%), já que o mercado cripto se encontrava correlacionado mais de perto aos papéis das grandes empresas de tecnologia listadas na Nasdaq, uma das maiores bolsas dos EUA. 

O recuo, que também foi originado pela redução de pedidos de auxílio-desemprego, outro indicador de aquecimento econômico, e de inflação, também era sentido pelo Bitcoin (BTC), negociado em torno de US$ 23,7 mil (-3,52%), movimento que  era acompanhado pela maioria das principais altcoins em capitalização de mercado, apesar de algumas altas. O ETH estava avaliado em US$ 1.664 (-1,40%), o BNB representava US$ 309 (-3,71%), XRP se equiparava a US$ 0,38 (-3,20%), o SOL respondia por US$ 22,58 (-5,08%), o MATIC valia US$ 1,44 (+4,51%) e o DOT operava em US$ 6,73 (+2%).

No caso das altas de dois dígitos, o FIL estava precificado em US$ 6,68 (+22%), o ASTR se equiparava a US$ 0,11 (+18%), o MAGIC se convertia em US$ 2,22 (+14%), o STG era trocado de mãos por US$ 1,25 (+16,65%), o CFX se estabelecia em US$ 0,15 (+12%), o MX se transformava em US$ 1,34 (+11,3%) e o FLOKI era comprado por US$ 0,000060 (+15%).

Apresentando-se como “mascaradas misteriosas” em um baile de carnaval,  algumas altcoins desconhecidas imprimiam alta volatilidade nas últimas horas, que resultaram na ascensão de preços elevada. Era o caso do pouco conhecido TRU, token nativo do protocolo de finanças descentralizadas (DeFi) voltado aos provedores de liquidez True Fi, negociado a US$ 0,087 (+95%), alta que não parecia estar associada a um evento específico anunciado pelo pelos desenvolvedores do projeto através dos canais oficiais. 

Gráfico diário do par TRU/USD. Fonte: CoinMarketCap

Transacionado a US$ 0,0061 (+158%), o pouco conhecido EOSC, token do EOSForce, que se descreve como “uma plataforma de contrato inteligente descentralizada de alto desempenho”, também chamava a atenção, já que os canais oficias do projeto se encontravam desatualizados e não foi possível correlacionar um evento pontual à alta do EOSC, o que não quer dizer que o “mascarado” seja um invasor na folia das altcoins.

Gráfico diário do par EOSC/USD. Fonte: CoinMarketCap

Na última quinta-feira, quem resolveu “desfilar na passarela cripto” foi a criptomoeda que subiu 130% ao anunciar o desenvolvimento de um chip blockchain em meio ao impulso do Bitcoin, apesar do alerta do mercado de varejo dos EUA, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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