O Bitcoin apresentou recuperação nesta segunda-feira (14) após sofrer uma queda superior a 2% no domingo (13). No momento da redação, a maior criptomoeda do mundo registrava alta de 0,1%, sendo negociada a US$ 84.628. O Índice de Preço do Bitcoin (IPB) indicava um valor de R$ 498.052.
Durante o final de semana, o BTC enfrentou dificuldades, com o preço chegando a cair para US$ 83.482, enquanto o mercado de ativos digitais lidava com uma onda de incertezas. A pressão foi causada por sinais contraditórios vindos de Washington, em relação à política comercial dos Estados Unidos com a China. As movimentações do mercado de criptomoedas ficaram aquém das ações, que tiveram um desempenho superior.
O Ethereum, por outro lado, demonstrou forte recuperação nesta segunda-feira, com alta de 4,2%, sendo cotado a US$ 1.676 após cair para abaixo de US$ 1.600 no final de semana.
A instabilidade nos preços das criptomoedas ocorreu após declarações contraditórias do governo do ex-presidente Donald Trump sobre a imposição de novas tarifas sobre produtos eletrônicos fabricados na China, como smartphones, semicondutores e laptops. No domingo, Trump esclareceu, através da rede social Truth Social, que certos produtos eletrônicos estariam temporariamente excluídos da tarifa de 10%, mas continuariam sujeitos a uma tarifa separada de 20%, com foco em questões de segurança nacional e combate ao fentanil.
Trump afirmou: “NINGUÉM está sendo ‘poupado’ pelos desequilíbrios comerciais injustos e pelas barreiras tarifárias não monetárias que outros países têm usado contra nós, especialmente a China, que, de longe, nos trata pior!”
O Secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, também anunciou que novas tarifas específicas para eletrônicos seriam implementadas nos próximos dois meses.
O fim de semana também trouxe sinais de que a inflação nos Estados Unidos poderia começar a ceder, mas o ressurgimento do risco geopolítico e as incertezas em torno das políticas do governo Trump prejudicaram a confiança dos investidores. Analistas alertam para uma possível desaceleração nos fluxos institucionais de criptoativos, especialmente para os ETFs de criptomoedas listados nos EUA.
Darren Chu, analista consultor da BRN, comentou que as expectativas por uma redução emergencial na taxa de juros antes da próxima reunião do Federal Reserve (Fed) diminuíram, e que os efeitos das tarifas sobre a inflação podem adiar qualquer corte de juros antes de junho. “Uma postura de juros mais altos por mais tempo pode agravar ainda mais a situação dos ativos de risco”, afirmou Chu.
Os analistas agora acompanham de perto o nível de suporte do Bitcoin em torno de US$ 81.000. Caso o preço caia abaixo desse patamar, pode haver um aumento nas liquidações de posições alavancadas, o que poderia pressionar ainda mais um mercado já fragilizado.





