O Bitcoin voltou a ganhar força e foi negociado acima de US$ 110 mil nesta segunda-feira, 9, impulsionado por fatores macroeconômicos positivos, compras institucionais e um cenário técnico favorável. A criptomoeda acumula valorização de cerca de 30% entre maio e junho e já supera os US$ 2 trilhões em valor de mercado, retomando o posto de quinto maior ativo global.
Segundo a analista técnica Ana de Mattos, da Ripio, o ativo rompeu sua máxima histórica no chamado Bitcoin Pizza Day, alcançando US$ 111.980. Apesar de uma correção pontual para US$ 101 mil em maio, o Índice de Medo e Ganância permaneceu estável em “ganância moderada”, sinalizando confiança entre investidores.
A média de capital realizado (Realized Cap) subiu para US$ 872 bilhões, com entrada estimada de US$ 472 bilhões em capital novo. No entanto, o MVRV Ratio, que mede o lucro médio não realizado, caiu para 113%, sugerindo que o avanço dos preços pode desacelerar sem novos fluxos.
Com o Bitcoin oscilando entre US$ 105 mil e US$ 111 mil, um rompimento acima de US$ 112.950 pode abrir espaço para novas altas, com projeções chegando a US$ 116.280. Por outro lado, caso falte tração compradora, uma correção até US$ 94 mil não está descartada.
Taiamã Demaman, analista-chefe, vê suporte sólido em US$ 100 mil e projeta alta contínua entre US$ 116 mil e US$ 122 mil nas próximas semanas. Ele destaca o dia 13 de junho como data estratégica, próxima à reunião do FOMC, com possível impacto em opções e movimentações táticas no mercado.
Nesse cenário, o CEO do Cointimes, Isac Honorato, aponta três criptomoedas com potencial de valorização:
1. ENA (Ethena):
Apresenta queda acumulada de 77%, mas opera em uma zona de consolidação entre US$ 0,25 e US$ 0,36. Com um desbloqueio de tokens previsto, pode ganhar tração caso o mercado reaja positivamente.
2. Ethereum (ETH):
Mais de 34 milhões de unidades estão em staking, representando 28% do suprimento total. Apenas 5,4% dos ETH estão disponíveis em corretoras, o menor nível já registrado, o que pode gerar um choque de escassez se houver alta na demanda.
3. Altcoins em geral:
O gráfico “Others” do TradingView, que exclui as 10 maiores criptomoedas, mostra consolidação na média móvel de 200 períodos. Caso o movimento de alta se confirme, as altcoins podem experimentar forte valorização.
O momento, segundo analistas, é estratégico para alocação disciplinada e gradual em criptoativos. A presença institucional e a evolução da narrativa pró-cripto devem seguir como vetores principais para a continuidade do ciclo de alta.
Mauro Andrade cobre cripto internacional, geopolítica digital e mercado global no CriptoBR. Acompanha movimentos regulatórios nos EUA, Europa e Ásia, adoção institucional por grandes players (BlackRock, Fidelity, JPMorgan) e o impacto geopolítico das criptomoedas no cenário financeiro mundial.





