JPMorgan Chase e Citigroup, duas das maiores instituições financeiras dos Estados Unidos, deram sinais claros de que pretendem ingressar no mercado de stablecoins, impulsionadas tanto pela pressão competitiva das fintechs quanto pelo avanço legislativo em Washington.
Durante conferência de resultados nesta terça-feira (15), o CEO do JPMorgan, Jamie Dimon, afirmou que o banco está se preparando para atuar com stablecoins, incluindo sua própria “deposit coin”.
Segundo ele, o movimento visa entender a dinâmica desse mercado e manter competitividade diante da digitalização dos pagamentos.
“Elas são reais”, declarou, apesar de questionar a preferência por stablecoins em vez de sistemas de pagamento tradicionais.
Na mesma linha, a CEO do Citigroup, Jane Fraser, confirmou que o banco estuda a emissão de uma stablecoin própria. Fraser destacou que o Citi está especialmente ativo no segmento de depósitos tokenizados, o que, segundo ela, representa uma oportunidade estratégica para o banco.
Em paralelo, cresce a expectativa em torno do GENIUS Act, projeto de lei que busca estabelecer regras para emissão e uso de stablecoins nos Estados Unidos.
A proposta já foi aprovada no Senado e está sob avaliação da Câmara dos Representantes. O presidente Donald Trump defendeu sua aprovação como parte da agenda pró-cripto da chamada “Crypto Week” no Congresso.
O ambiente mais favorável à regulação tem estimulado o interesse institucional.
Em maio, o Wall Street Journal informou que um consórcio formado por JPMorgan, Bank of America, Citigroup e Wells Fargo discute o lançamento de uma stablecoin conjunta.
Com o mercado global de stablecoins atingindo US$ 258 bilhões uma alta de 58% em um ano, segundo dados da DefiLlama o setor se consolida como uma das aplicações mais práticas da tecnologia cripto, especialmente para pagamentos rápidos e seguros.
Enquanto isso, o JPMorgan avança com sua deposit coin, token voltado a clientes institucionais, como alternativa às stablecoins comerciais.
O movimento dos bancos sugere uma transição mais firme das finanças tradicionais rumo à infraestrutura digital baseada em blockchain.
Mauro Andrade cobre cripto internacional, geopolítica digital e mercado global no CriptoBR. Acompanha movimentos regulatórios nos EUA, Europa e Ásia, adoção institucional por grandes players (BlackRock, Fidelity, JPMorgan) e o impacto geopolítico das criptomoedas no cenário financeiro mundial.





