A cotação do dólar e o avanço do Bitcoin movimentaram intensamente o mercado brasileiro de criptoativos.
Na quinta-feira (10), o dólar atingiu R$ 5,62 após o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros.
Paralelamente, o Bitcoin superou os US$ 112.000, marcando um novo pico em sua cotação frente ao dólar americano.
Esses dois eventos impactaram diretamente o comportamento dos investidores no Brasil.
Dados do MercadoCripto mostram que o volume de negociações em corretoras que operam no país cresceu 106,8% nas últimas 24 horas.
Em comparação, o volume global subiu 36,5% no mesmo período, indicando uma reação local mais acentuada.
A stablecoin Tether (USDT) concentrou a maior parte dessas negociações, com R$ 600 milhões movimentados em um único dia.
Em seguida, aparecem Bitcoin (BTC) e Ethereum (ETH), com R$ 357 milhões e R$ 135 milhões, respectivamente.
A valorização repentina do BTC foi suficiente para romper seu topo anterior em dólar, embora ainda não tenha superado máximas históricas frente ao euro ou ao real cuja marca recorde foi de R$ 669.735 em dezembro de 2024.
Já a disparada do dólar frente ao real gerou efeitos mais amplos.
O salto de 3,3% na moeda norte-americana, que chegou a R$ 5,62 antes de recuar, foi atribuído à imposição das tarifas anunciadas por Trump.
Além das medidas econômicas, o ex-presidente norte-americano também fez críticas ao STF e ao processo eleitoral brasileiro, ampliando o tom da crise diplomática.
Em um cenário de instabilidade global e tensões comerciais, a resposta dos investidores brasileiros foi clara: buscar proteção e liquidez no mercado de criptoativos.