O Bitcoin superou a marca de US$ 116 mil nesta quinta-feira (10), estabelecendo um novo recorde de preço em dólar e intensificando as discussões sobre sua adoção como ativo estratégico no Brasil.
Diante do avanço, a Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados aprovou a convocação de representantes do Banco Central e do Ministério da Fazenda para debater a criação de uma reserva nacional em Bitcoin.
A iniciativa está vinculada ao projeto de lei PL 4501/2023, de autoria do deputado Eros Biondini (PL-MG), que propõe a alocação de até 5% das reservas internacionais brasileiras em BTC.
O texto já recebeu parecer favorável do relator na comissão, deputado Luis Gastão (PSD-CE), que destacou o potencial do ativo como instrumento de diversificação de portfólio soberano, especialmente diante de instabilidades geopolíticas e riscos cambiais.
Foram convocados para prestar esclarecimentos:
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Nilton David, diretor de Política Monetária do Banco Central;
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Gabriel Mello, secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda;
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Bernardo Srur, presidente da Abcripto;
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Rubens Sardenberg, economista-chefe da Febraban;
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Pedro Giocondo, chefe de gabinete do vice-presidente Geraldo Alckmin;
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Diego Kolling, especialista em Bitcoin da Méliuz.
A proposta estabelece a criação da RESBit, reserva nacional de Bitcoin, com compra gradual e custódia em carteiras frias, além de monitoramento via blockchain e inteligência artificial.
O projeto prevê ainda a formação de um comitê técnico consultivo, transparência com relatórios semestrais ao Congresso, e ações de educação, capacitação e estímulo à inovação tecnológica.
Apesar do avanço na comissão econômica, o texto ainda passará por análises nas comissões de Ciência e Tecnologia, Constituição e Justiça, e Finanças e Tributação, antes de seguir para o plenário da Câmara e, posteriormente, ao Senado.
A valorização recente do BTC tem sido impulsionada pelo aumento da liquidez nos mercados globais e pela demanda por produtos financeiros vinculados a criptoativos, como os ETFs de Bitcoin e Ethereum.
Segundo Paulo Boghosian, diretor da Pandhora Investimentos, o movimento reflete um cenário de retomada do apetite por risco e fortalecimento do ecossistema digital, com o par ETH/BTC também mostrando sinais de recuperação.
Mauro Andrade cobre cripto internacional, geopolítica digital e mercado global no CriptoBR. Acompanha movimentos regulatórios nos EUA, Europa e Ásia, adoção institucional por grandes players (BlackRock, Fidelity, JPMorgan) e o impacto geopolítico das criptomoedas no cenário financeiro mundial.





