Uma nova análise da WisdomTree indica que o Bitcoin poderá atingir US$ 500 mil até 2030 e alcançar impressionantes US$ 1,6 milhão até 2050, caso se confirmem cenários de expansão monetária global e aumento da demanda por ativos de reserva de valor.
Apesar da recente máxima histórica do BTC, negociado acima de US$ 116 mil nesta quinta-feira (10), o analista Blake Heimann, da WisdomTree, considera que esse valor ainda representa apenas o início do potencial de valorização do ativo no longo prazo.
“À medida que a dívida soberana cresce, a inflação persiste e a confiança institucional enfraquece, os investidores buscam proteção em ativos escassos e descentralizados, como o Bitcoin”, afirma Heimann.
A pesquisa avalia o futuro de Bitcoin e ouro com base em três trajetórias macroeconômicas distintas, correlacionando a evolução da oferta monetária com a valorização de ativos considerados “dinheiro forte”.
1. Caso Deflacionário
Governos restauram a disciplina fiscal e o crescimento da oferta de moeda desacelera. BTC e ouro sobem moderadamente.
2. Caso Base
Continuidade do atual ambiente econômico: inflação controlada, expansão monetária gradual e adoção crescente de reservas alternativas.
Bitcoin: US$ 250 mil | Ouro: US$ 4.000/oz até 2030
3. Caso Inflacionário
Inflação persistente, desvalorização monetária e aumento da desconfiança em moedas fiduciárias Bitcoin: acima de US$ 500 mil | Ouro: até US$ 5.500/oz
A projeção se baseia na tendência de crescimento da oferta de moeda global e na crescente participação do Bitcoin na cesta de ativos escassos, ao lado do ouro. Com oferta limitada e maior demanda por proteção financeira, ambos os ativos devem se valorizar significativamente, segundo a análise.
“Se os padrões históricos de expansão monetária persistirem, o Bitcoin poderá atingir US$ 1,6 milhão até 2050”, afirma Heimann. “Trata-se de um movimento gradual de realocação para ativos mais resilientes em contextos de instabilidade macroeconômica.”
A análise da WisdomTree reforça uma tendência já perceptível: empresas de capital aberto estão convertendo parte de seus caixas em Bitcoin, adotando estratégias defensivas diante da incerteza fiscal e monetária global.
Mauro Andrade cobre cripto internacional, geopolítica digital e mercado global no CriptoBR. Acompanha movimentos regulatórios nos EUA, Europa e Ásia, adoção institucional por grandes players (BlackRock, Fidelity, JPMorgan) e o impacto geopolítico das criptomoedas no cenário financeiro mundial.





