O mês de agosto trouxe contrastes marcantes no mercado cripto, segundo relatório da QR Asset Management. Enquanto tokens de exchanges centralizadas dispararam, projetos de DeFi da primeira geração sofreram com quedas expressivas, reflexo de problemas de governança e modelos de negócio desgastados.
No cenário macro, tensões geopolíticas e a inflação acima da meta nos EUA pressionaram ativos de risco. Mesmo assim, o Bitcoin chegou a novas máximas históricas de US$ 124.000, embora tenha recuado 6,5% no fechamento mensal após realização de lucros. Já o Ethereum brilhou: impulsionado por tesourarias institucionais, bateu recorde em US$ 4.946 e reduziu a dominância do BTC.
🚀 Altas do mês
OKB (OKX): +246,5% após redução da oferta em circulação e fixação do limite em 21 milhões de tokens, criando pressão deflacionária.
CRO (Crypto.com): +84,1% com a criação da Trump Media Group CRO Strategy, estrutura bilionária que inclui US$ 1 bilhão em tokens e apoio ao ecossistema da Truth Social.
LINK (Chainlink): +52,4% graças ao programa Chainlink Reserve e à adoção dos feeds de dados pelo Departamento do Comércio dos EUA.
📉 Quedas do mês
MakerDAO (MKR/DAI → Sky/USDS): -26,3% com dificuldades de migração e baixa adesão ao novo protocolo.
Curve DAO (CRV): -26,3% após debates sobre emissão inflacionária e saída de liquidez.
Pudgy Penguins (PUDGY): -18,4% com realização de lucros e adiamento da decisão da SEC sobre ETF.
O movimento mostra a força renovada das exchanges centralizadas em meio à incerteza regulatória, enquanto protocolos DeFi ainda buscam sustentabilidade e governança sólida para reconquistar investidores.
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Mauro Andrade cobre cripto internacional, geopolítica digital e mercado global no CriptoBR. Acompanha movimentos regulatórios nos EUA, Europa e Ásia, adoção institucional por grandes players (BlackRock, Fidelity, JPMorgan) e o impacto geopolítico das criptomoedas no cenário financeiro mundial.





