A gigante global de pagamentos Visa anunciou um investimento estratégico na BVNK, uma startup britânica especializada em infraestrutura de pagamentos com stablecoins. A decisão reforça o interesse crescente de instituições financeiras tradicionais em tecnologias baseadas em blockchain e na digitalização do dinheiro.
Com sede em Londres, a BVNK afirma processar US$ 12 bilhões por ano em transações de stablecoins — tokens digitais atrelados a moedas fiduciárias como o dólar. A empresa está em expansão nos Estados Unidos, com escritórios em Nova York e São Francisco, e já obteve licenças para operar em diversos estados americanos.
Para a Visa, o investimento é parte de uma estratégia mais ampla de adaptação ao futuro dos pagamentos. “As stablecoins estão rapidamente se tornando parte dos fluxos de pagamento globais”, afirmou Rubail Birwadker, chefe de produtos de crescimento e parcerias da Visa. “Investir em novas tecnologias e em construtoras como a BVNK mantém a Visa na vanguarda do comércio digital.”
A parceria une a expertise da Visa em redes globais de pagamento com a tecnologia da BVNK, que desenvolve softwares para facilitar o envio e recebimento de stablecoins por empresas em mercados internacionais. A ideia é oferecer soluções mais rápidas, baratas e eficientes do que os meios tradicionais — especialmente em áreas como remessas internacionais, folha de pagamento e comércio exterior.
O investimento da Visa acompanha uma tendência crescente no setor financeiro. A Stripe, por exemplo, está testando ferramentas para stablecoins após a aquisição da Bridge por US$ 1,1 bilhão. O PayPal também já lançou sua própria moeda estável, enquanto a própria Visa desenvolveu uma plataforma para ajudar bancos a emitirem stablecoins e ativos tokenizados.
A rodada mais recente de captação da BVNK, no valor de US$ 50 milhões, contou com investidores de peso como Haun Ventures, Tiger Global e Coinbase Ventures. O valor específico do aporte da Visa não foi divulgado.
O movimento consolida a stablecoin como peça-chave da nova economia digital — e mostra que as maiores empresas do setor financeiro tradicional já estão se posicionando para não ficarem para trás.





