Luis Stuhlberger, CEO da Verde Asset, destacou que o Bitcoin consolidou espaço no portfólio da gestora, diante do aumento da inflação nos Estados Unidos e da desvalorização do dólar. A declaração foi feita durante o Verde Day, em São Paulo, na Avenida Faria Lima.
A gestora, que administra R$ 17 bilhões, aloca atualmente 2,5% em Bitcoin. Stuhlberger reconheceu a resistência tradicional do mercado brasileiro à criptomoeda, mas ressaltou seu desempenho em tempos de instabilidade. Para ele, ativos como o Bitcoin e o ouro são relevantes pela baixa correlação com mercados tradicionais.
“Todos rejeitam, ninguém quer ter, mas está subindo loucamente”, afirmou o executivo, ao defender uma postura pragmática dos investidores.
Stuhlberger reforçou que o Bitcoin mostrou força durante a crise gerada pela guerra tarifária promovida por Donald Trump, reforçando a tese de “ouro digital”.
A Verde aposta na continuidade da alta do Bitcoin, ancorada no contexto de perda de confiança internacional nos Estados Unidos, inflação crescente e dólar em queda. O executivo projeta que as tarifas sobre produtos chineses devem elevar os preços médios das importações em até 11%, com impacto ainda maior no setor de bens de capital.
Stuhlberger criticou a visão predominante no mercado de que a fraqueza da economia americana manterá a inflação sob controle. Segundo ele, essa percepção é equivocada, e o índice de preços ao consumidor (CPI) deverá superar as expectativas nos próximos três anos. A Verde mantém 24% do patrimônio líquido apostando nesse cenário.
Além disso, a gestora prevê desvalorização do dólar, impulsionada pelo avanço da dívida pública dos EUA e pela instabilidade no mercado de títulos do Tesouro. O euro aparece como potencial beneficiário, com a Verde alocando 5% do portfólio na moeda europeia frente ao dólar.
No Brasil, Stuhlberger destacou o movimento de valorização da B3, impulsionado pela antecipação do chamado “trade eleitoral”. Ele aposta em Tarcísio de Freitas como candidato competitivo nas próximas eleições presidenciais.
Por fim, criticou o aumento do IOF promovido pelo governo Lula, que elevou a alíquota de 1,88% para 3,95% ao ano, impactando operações de crédito e remessas internacionais, inclusive de criptomoedas.
Co-Owner e consultor de Tokenização na Tokenizem





