O bilionário investidor Tim Draper afirmou que empresas que ainda não adicionaram Bitcoin a suas reservas corporativas estão sendo “irresponsáveis”. A declaração foi feita nesta terça-feira (7), durante sua participação no Digital Assets Summit, promovido pelo Financial Times. Defensor conhecido da criptomoeda, Draper reafirmou sua visão otimista sobre o futuro do Bitcoin e sugeriu que governos também deveriam incluir o ativo em suas reservas.
“Todo mundo deveria ter um pouco de Bitcoin”, afirmou. Segundo ele, há um “campo gravitacional” puxando o setor financeiro e tecnológico em direção à principal criptomoeda do mercado, enquanto desenvolvedores começam a migrar das chamadas altcoins — como Ethereum e Solana — para o Bitcoin, impulsionando o ecossistema com novas ferramentas como contratos inteligentes, DeFi, Ordinals e Runes.
Draper mantém sua previsão de que o Bitcoin atingirá US$ 250 mil até o fim de 2025 e revelou que pretende criar um fundo totalmente baseado na criptomoeda. A ideia é captar recursos, investir, pagar fornecedores e funcionários exclusivamente com Bitcoin, operando sob contratos inteligentes capazes de automatizar tributos e registros. “Meus custos com contabilidade, jurídico, auditoria e escrituração vão a zero, ou muito próximo disso”, declarou.
A fala do investidor acontece em um momento de expansão da adoção corporativa do Bitcoin. Empresas como a norte-americana MicroStrategy, a japonesa Metaplanet e a Semler Scientific, fabricante de dispositivos médicos, já converteram parte de seus caixas em reservas de criptomoedas. Analistas da gestora Bernstein estimam que até 2029, empresas devem alocar até US$ 330 bilhões em Bitcoin.
Apesar da empolgação com os avanços técnicos e a adoção institucional, Draper reconheceu que o preço do Bitcoin ainda está abaixo da projeção otimista devido ao que chamou de “excesso de regulação” durante o governo Biden. Atualmente, o Bitcoin é negociado em torno de US$ 97 mil, cerca de 11% abaixo do pico histórico atingido em janeiro.
Para Draper, o potencial do Bitcoin vai além do mercado financeiro. “É uma tecnologia simplesmente melhor”, disse. Ele comparou o impacto da criptomoeda à invenção da pólvora pelos britânicos. “Você não faz comércio da mesma forma depois do Bitcoin. Eventualmente, deixaremos de medir as coisas em dólar, porque não haverá mais dólar”, finalizou.





