O cofundador da World Liberty Financial (WLFI), Zach Witkoff, afirmou nesta quinta-feira (1º), durante uma conferência em Dubai, que a stablecoin USD1, recentemente lançada pela empresa, será o meio de pagamento oficial para um investimento de US$ 2 bilhões do fundo MGX na Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo.
A informação foi publicada pelo site especializado The Block. Embora o investimento já tivesse sido anunciado em março deste ano, não havia, até agora, uma definição sobre qual moeda digital estável seria utilizada na transação.
A WLFI, empresa ligada à família do ex-presidente Donald Trump, lançou o token WLFI em outubro de 2024 e, em março de 2025, revelou seu plano de lançamento da stablecoin USD1, que será lastreada integralmente em dólares americanos, títulos do Tesouro de curto prazo e outros ativos de alta liquidez.
Fundo de bilionário árabe aposta em cripto
O MGX, liderado pelo xeque Tahnoon bin Zayed Al Nahyan, membro da poderosa família real de Abu Dhabi, tem ampliado sua atuação em tecnologia. O fundo está entre os investidores do Stargate, projeto de US$ 500 bilhões em data centers liderado pelo SoftBank e pela OpenAI — anunciado em janeiro deste ano na Casa Branca, segundo a Folha de S.Paulo.
De acordo com o Brazil Journal, esse será o primeiro investimento direto do MGX no universo cripto. A empresa é uma joint venture com foco em inteligência artificial, blockchain e tecnologias emergentes.
Em março, a WLFI negou que a família Trump estivesse envolvida em uma negociação para adquirir participação na Binance.US, braço da corretora nos Estados Unidos.
Mercado competitivo
Embora a USD1 esteja em evidência, o novo ativo terá um desafio considerável para se firmar no mercado. As duas maiores stablecoins atualmente, Tether (USDT) e USD Coin (USDC), respondem por cerca de 91% do setor, que movimenta aproximadamente US$ 231 bilhões em capitalização de mercado.
A WLFI afirmou que estuda a possibilidade de distribuir a USD1 para detentores do token WLFI, mas nenhum cronograma formal foi estabelecido até o momento.
A movimentação reforça o interesse crescente de grandes fundos internacionais no setor de criptoativos e destaca a tentativa da WLFI de posicionar a USD1 como um concorrente relevante no segmento dominado por gigantes.





