O roubo de eletricidade na Malásia aumentou drasticamente nos últimos anos, com um crescimento de 300% entre 2018 e 2024, principalmente impulsionado pela mineração ilegal de criptomoedas. As autoridades locais, incluindo a concessionária de energia Tenaga Nasional Berhad (TNB), a Comissão de Energia e a polícia, têm intensificado operações conjuntas para combater esse crime, que tem paralisado centenas de instalações ilegais de mineração.
Em 2024, foram registrados 2.397 casos de roubo de eletricidade, um aumento significativo em relação aos 610 casos de 2018. A mineração de criptomoedas, que consome enormes quantidades de energia, tornou-se um alvo para mineradores ilegais que, ao adulterar instalações elétricas, conseguem evitar o pagamento da eletricidade consumida enquanto lucram com a recompensa pela mineração de novos blocos na blockchain.
O processo de mineração, que envolve a verificação de transações e a adição de novos blocos à blockchain, é particularmente energético para criptomoedas como o Bitcoin, que utilizam o mecanismo de consenso de “prova de trabalho”. A falta de regulamentação específica sobre a atividade de mineração de criptomoedas na Malásia permitiu que ela fosse legal, mas qualquer tentativa de adulterar a rede elétrica é tratada como crime, com penas de até 10 anos de prisão e multas de até 1 milhão de ringgits (aproximadamente US$ 232.720,50).
Entre 2020 e 2024, a média anual de casos relacionados à mineração ilegal foi de 2.303. O aumento nas ocorrências também está ligado a uma maior conscientização pública sobre como denunciar atividades ilícitas, o que levou a um número crescente de reclamações.





