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Ripple e BCG projetam mercado de ativos tokenizados de quase US$ 19 trilhões até 2033

Redação by Redação
abril 7, 2025
in Notícias
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Ripple e BCG projetam mercado de ativos tokenizados de quase US$ 19 trilhões até 2033
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Um novo relatório da Ripple, empresa de infraestrutura de pagamentos digitais, em parceria com o Boston Consulting Group (BCG), aponta que o mercado de ativos financeiros tokenizados — incluindo stablecoins e títulos digitais — pode atingir a impressionante marca de US$ 18,9 trilhões até 2033. A projeção representa um crescimento médio anual de 53% na próxima década.

A tokenização de ativos, processo que utiliza tecnologia blockchain para registrar e transferir a propriedade de bens como títulos, imóveis e commodities, vem ganhando tração entre grandes instituições financeiras. Empresas como JPMorgan e BlackRock já estão operando bilhões em ativos tokenizados por meio de plataformas como Kinexys e BUIDL.

Segundo o relatório, a adoção dessa tecnologia está próxima de um “ponto de inflexão”. A tokenização tem permitido ganhos significativos de eficiência, liquidações mais rápidas e operações 24 horas por dia, todos fatores que atraem os setores financeiros mais tradicionais.

O estudo destaca como principais casos de uso os mercados monetários, crédito privado e emissões de carbono — segmentos onde a digitalização pode aumentar a transparência, reduzir custos e ampliar o acesso. Títulos do Tesouro tokenizados, por exemplo, têm permitido que empresas gerenciem liquidez em tempo real, diretamente de carteiras digitais, sem depender de intermediários.

Apesar das vantagens, os desafios para uma adoção mais ampla ainda são relevantes. A infraestrutura fragmentada, a ausência de padrões técnicos, a interoperabilidade limitada entre plataformas e a incerteza regulatória em países como China e Índia dificultam a expansão global. Em contrapartida, regiões como Suíça, União Europeia, Singapura e Emirados Árabes Unidos já contam com marcos legais mais avançados.

O relatório identifica três fases no processo de tokenização: a primeira, com foco em instrumentos tradicionais como títulos públicos e fundos; a segunda, em produtos mais complexos como imóveis e crédito privado; e a terceira, que prevê a digitalização completa de ativos ilíquidos, como infraestrutura e private equity. A maioria das instituições ainda se encontra entre a primeira e a segunda etapa.

Outro ponto enfatizado é a redução de custos: enquanto projetos focados em tokenização podem ser iniciados por menos de US$ 2 milhões, iniciativas completas de ponta a ponta, incluindo emissão, custódia, compliance e negociação, podem custar até US$ 100 milhões em grandes instituições — valores que vêm caindo com a maturidade do setor.

Por fim, o relatório alerta que, sem coordenação entre os agentes do mercado, os mesmos problemas de fragmentação que a tokenização busca resolver poderão ressurgir no ambiente digital.

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