O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB-SP), deverá divulgar, nas próximas semanas, o decreto de um novo Marco da Ciência, Tecnologia e Inovação. O objetivo é facilitar as compras de produtos e serviços nessa área. Isso porque o modelo atual foi feito para aquisições tradicionais, para “produtos de prateleira”, enquanto na inovação, nem sempre isso funciona, até porque, é preciso também desenvolver soluções com outros parceiros, disse o secretário adjunto de Inovação e Tecnologia, Humberto Martins. “A gente vai mudar a burocracia de compras públicas de inovação”, afirmou.
O decreto, segundo Nunes, faz parte do plano de inserção de tecnologia e inovação nos serviços e gestão da cidade. Em relação a blockchain, a prefeitura começou a usar a tecnologia para a emissão de cartão de estacionamento para idosos e pessoas com deficiência e espera expandir para outros serviços do portal 156, segundo o secretário de Inovação e Tecnologia, Bruno Lima. O objetivo é registrar os dados e evitar fraudes como as de clonagem de cartões.
Humberto Martins disse ainda que a Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP) está discutindo a questão dos incentivos fiscais para startups. São Paulo e Rio de Janeiro têm incentivos com esse objetivo.
A informação sobre o decreto foi dada nesta terça-feira (30), na divulgação dos detalhes do NFT.Brasil de 2024, que acontecerá em agosto com a expectativa de participação de 30 mil pessoas, 50% a mais do que em 2023. Os detalhes do documento ou publicação devem ser divulgados nos eventos IOT Solutions e Tech Trends, que acontecem em junho, na cidade. Todos os eventos têm algum apoio da prefeitura.
No caso do NFT.Brasil, a plataforma terá R$ 5 milhões da cidade para apoiar seus eventos ao longo do ano e para criação do Metaverso SP, que está dentro do seu metaverso. Nesse espaço, poderão ser oferecidos serviços da prefeitura, como os do portal 156, e do Descomplica, disse Nunes. Mas, o desenvolvimento do espaço e o próprio são, portanto, da NFT.Brasil. Encerrado o contrato de patrocínio neste ano, poderá ser dado à prefeitura, disse o skatista Bob Burnquist, sócio do NFT.Brasil.
A prefeitura já tentou desenvolver um projeto de metaverso, mas foi barrado pelo Tribunal de Contas do Munícipio (TCM), em 2023. O TCM suspendeu a licitação para o evento “Virada Cultural do Metaverso’” e um dos motivos foi o de que que o valor de R$ 10 milhões para o projeto equivalia a 50% do total da Virada Cultura presencial de 2022.
Além disso, o TCM apontou “fragilidades existentes nos orçamentos que subsidiaram a pesquisa, pois foram apresentados por empresas privadas e não por OSCIP’S (Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público), pela ausência de estudo técnico que garanta a participação da população em eventos dessa natureza e ausência de demonstração do formato do evento, inexistindo nas pesquisas realizadas diferenças entre as propostas”.
De acordo com Burnquist, o questionamento do TCM gerou esse novo formato “Entendi como construir”, afirmou. Além disso, disse que não é um investimento para o metaverso, mas no evento como um todo e que têm também uma parte social. “São completamente diferentes”. A previsão é de que o Metaverso SP esteja pronto por volta de agosto, no NFT. Brasil.
Oliver Andrade é jornalista, empreendedor e uma das vozes mais ativas do ecossistema cripto brasileiro. Aos 32 anos, casado e pai, concilia a vida pessoal com uma trajetória intensa no mercado de ativos digitais que começou em 2020 — quando...





