A Netspaces, criadora e gestora de tokens que representam ativos imobiliários, afirmou ao Blocknews que não tem nenhuma relação com a proposta da ContaRico para a Fase 2 do Drex. Na projeto, a empresa de Marlon Klein submeteu um teste de consórcio de tokens imobiliários com uso da plataforma da gestora. “Isso é muito grave. De forma alguma temos relação com isso e nem poderia, porque nem sei se pode fazer esse produto”, disse ao Blocknews o CEO da Netspaces, Andreas Blazoudakis, fundador e CEO da empresa.
Segundo ele, foi uma surpresa essa citação, conhecida por conta de reportagem do Blocknews. De acordo com Blazoudakis, a empresa foi citada na proposta para sem autorização. O projeto apresentado é para a escolha de testes feitos por instituições que ainda não participam do piloto.
Apesar de haver foto de Klein com pessoas da Netspaces no perfil do fundador da ContaRico, Blazoudakis acredita que foi tirada em algum dos cerca de 25 eventos que a empresa realizou neste ano. “Ele é uma das 1 mil pessoas que estiveram nesses eventos. Mas nunca houve parceria, não nos chamou para irmos juntos numa proposta para o BC e nem iria com uma empresa desconhecida”. Segundo o executivo, entre seus parceiros há incorporadoras e bancos. Além disso, para usar a infraestrutura da Netspaces é preciso fazer um contrato. A empresa estuda se toma medidas contra a ContaRico neste caso.
Uma das características de Klein é postar fotos em eventos de reguladores como o Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), assim como com pessoas conhecidas da comunidade blockchain.
A ContaRico ficou em segundo lugar numa das categorias de um hackathon do Tesouro em 2023. A C9 Tech foi sua parceira. De acordo com Thiago Ribeiro, fundador e CEO da empresa, o contato entre as empresas foi virtual. Ele foi procurado por Klein para participar. “Somos uma plataforma de infraestrutura, desenvolvemos softwares. Fizemos o hackathon com a ContaRico, era uma PoC (prova de conceito). Mas não somos fornecedores dele. Não há relação comercial e de negócios”, disse. A empresa também quer se resguardar de que não será atingida pelas reclamações de clientes de Klein.
O que a C9 Tech fez para o hackathon foi um contrato inteligente (smart contract) de um imóvel tokenizado. A PoC simulava financiamento imobiliário com garantias de Nota do Tesouro. Depois da competição, Ribeiro diz que nunca mais falou com Klein.
Após a publicação da reportagem, Klein disse ao Blocknews que as informações fornecidas pelas empresas nesta reportagem estão corretas.
Oliver Andrade é jornalista, empreendedor e uma das vozes mais ativas do ecossistema cripto brasileiro. Aos 32 anos, casado e pai, concilia a vida pessoal com uma trajetória intensa no mercado de ativos digitais que começou em 2020 — quando...





