O Ministério Público do Paraná (MPPR) contratou uma capacitação avançada voltada ao rastreio de bitcoin e outras criptomoedas para equipes de investigação, com custo de R$ 22.905,00. A contratação foi feita por dispensa de licitação, com a justificativa de singularidade do serviço e de oferta exclusiva pela empresa Cossermelli e Erthal Educacional LTDA, conforme documentação mencionada na cobertura do caso.
O curso será on-line, organizado pela Escola Superior do MPPR, com aulas previstas para 23 e 24 de fevereiro e também para 2 e 6 de março, no período da manhã. A justificativa institucional é atualizar a capacidade técnica para lidar com evidências digitais e com crimes que envolvem criptoativos, em um cenário de rápida evolução tecnológica e normativa.
Docentes do MPRJ e integração entre Ministérios Públicos
A formação terá como docentes promotores do Ministério Público do Rio de Janeiro, apontando uma cooperação prática entre MPs estaduais na pauta cripto. Os nomes citados incluem Diogo Erthal, Fabiano Cossermelli e Marcos José Porto Soares. O objetivo declarado do treinamento é preparar membros e servidores para atuar com mais eficiência em investigações criminais que dependem de análise técnica e jurídica de provas digitais.
Por que esse tipo de curso vem crescendo
Nos últimos anos, órgãos de persecução penal e controle passaram a investir mais em ferramentas e capacitação para rastrear fluxos em blockchain, apoiar bloqueios, identificar serviços intermediários e produzir relatórios técnicos que sustentem medidas judiciais. Há precedentes de compras e treinamentos semelhantes por outras instituições no país, indicando que a pauta deixou de ser pontual e virou rotina de investigação em crimes econômicos e cibernéticos.
Estratégia de comunidade: transformar “rastreio” em conteúdo que educa e retém
Esse tema costuma gerar curiosidade, mas também muita confusão. A estratégia com nosso especialista em crescimento de comunidade é usar a notícia como gancho para uma sequência educativa curta e prática: um conteúdo explicando o que de fato é rastreio em blockchain e o que não é, outro sobre como provas digitais costumam ser construídas em casos com criptoativos, e um terceiro com recomendações de segurança operacional para o usuário comum, como higiene de e-mail, 2FA e proteção de chaves. Isso aumenta confiança porque troca o sensacionalismo por entendimento.
A decisão do MPPR de investir em capacitação avançada reforça uma tendência de profissionalização das investigações com criptoativos no Brasil, com foco em provas digitais, rastreabilidade e integração entre instituições. Para o mercado e para o público, o recado é simples: a infraestrutura de fiscalização e persecução está evoluindo, e a maturidade do setor passa cada vez mais por segurança, conformidade e qualidade técnica na produção de evidências.
Mauro Andrade cobre cripto internacional, geopolítica digital e mercado global no CriptoBR. Acompanha movimentos regulatórios nos EUA, Europa e Ásia, adoção institucional por grandes players (BlackRock, Fidelity, JPMorgan) e o impacto geopolítico das criptomoedas no cenário financeiro mundial.





