O Morgan Stanley lançou nesta terça-feira (8) seu primeiro ETF de Bitcoin à vista, o Morgan Stanley Bitcoin Trust ($MSBT), marcando a entrada oficial de um dos maiores bancos de investimento do mundo no mercado de produtos cripto regulados.
O fundo já acumulou cerca de US$ 50 milhões em volume de negociação em seu primeiro dia — desempenho que o coloca no top 1% de todos os lançamentos de ETFs da história, segundo dados compilados pelo analista Eric Balchunas da Bloomberg.
Morgan Stanley aposta pesado em cripto
O lançamento do $MSBT não é um caso isolado. O banco já protocolou pedidos para ETFs de Ethereum ($ETH) e Solana ($SOL), sinalizando uma estratégia mais ampla de exposição ao mercado cripto.
Segundo James Seyffart, analista sênior de ETFs da Bloomberg, o movimento do Morgan Stanley pode ser uma tentativa de atrair milionários cripto para sua base de clientes de wealth management, oferecendo produtos regulados que atendem investidores institucionais e de alto patrimônio.
O ETF utiliza o CoinDesk Bitcoin Price Index (XBX) como benchmark, consolidando a parceria entre as duas empresas. Dave LaValle, presidente da CoinDesk Data and Indices, destacou que “produtos de grau institucional exigem benchmarks de grau institucional”.
Contexto: adoção institucional acelerando
O lançamento do MSBT acontece em um momento de forte apetite institucional por Bitcoin. Na véspera, os ETFs de Bitcoin à vista nos EUA registraram US$ 471 milhões em entradas líquidas em um único dia — o maior fluxo desde fevereiro.
A entrada do Morgan Stanley no mercado de ETFs cripto segue movimentos semelhantes de concorrentes como BlackRock, Fidelity e Franklin Templeton, que já oferecem produtos similares há mais de um ano.
Para investidores brasileiros, o movimento reforça a tese de que Bitcoin está se consolidando como uma classe de ativo institucional legítima, com os maiores nomes de Wall Street disputando fatias do mercado de custódia e exposição regulada.
Oliver Andrade é jornalista, empreendedor e uma das vozes mais ativas do ecossistema cripto brasileiro. Aos 32 anos, casado e pai, concilia a vida pessoal com uma trajetória intensa no mercado de ativos digitais que começou em 2020 — quando...





