A Méliuz (B3: CASH3) anunciou nesta segunda-feira (23) a aquisição de 275,43 bitcoins ao custo médio de US$ 103.864 por unidade. Com o investimento de US$ 28,6 milhões, a empresa brasileira soma agora 595,67 BTC em sua reserva, consolidando-se como a maior companhia de capital aberto da América Latina a deter o ativo digital.
A operação foi realizada após a conclusão de uma oferta de ações e posiciona a Méliuz como a 36ª maior detentora corporativa de bitcoin no mundo, segundo rankings globais de empresas com tesourarias cripto.
Em comunicado ao mercado, a companhia reiterou seu compromisso com uma estratégia de longo prazo baseada na acumulação de bitcoin como ativo estratégico. Segundo o diretor de Relações com Investidores, Marcio Loures Penna, a meta é “maximizar a quantidade de bitcoin por ação”, utilizando a geração de caixa e estruturas de mercado de capitais para aumentar a exposição ao ativo digital.
A Méliuz se define como uma “Bitcoin Treasury Company” — modelo semelhante ao adotado pela norte-americana MicroStrategy —, sinalizando que pretende ir além da simples alocação de caixa em bitcoin como proteção contra inflação ou variações cambiais.
A estratégia foi aprovada pelos acionistas em 2025, e reflete uma mudança de posicionamento da empresa, que integra o grupo CASH3, também responsável por plataformas como Picodi, Promobit, Melhor Plano e Muambator.
