O JPMorgan Chase, maior banco dos Estados Unidos, começará a aceitar fundos de índice (ETFs) vinculados a criptomoedas como garantia em operações de crédito. A medida, revelada pela Bloomberg em 4 de junho, será implementada nas próximas semanas e inicialmente incluirá o iShares Bitcoin Trust, da BlackRock, maior ETF spot de Bitcoin dos EUA, com US$ 70,1 bilhões em ativos.
Além de permitir financiamentos respaldados por ETFs de criptoativos, o banco também considerará as participações digitais dos clientes na avaliação do patrimônio líquido, fator que pode influenciar diretamente o montante de crédito liberado.
A iniciativa marca mais um movimento do JPMorgan no setor cripto. O banco lançou em 2020 sua própria stablecoin, a JPM Coin, lastreada em dólar, e recentemente declarou possuir ações de diversos ETFs spot de Bitcoin. Em maio, o CEO Jamie Dimon afirmou que, em breve, os clientes poderão comprar Bitcoin diretamente pelo banco, embora tenha reiterado sua visão crítica sobre o ativo, comparando o investimento em criptomoedas ao hábito de fumar: “não recomendo, mas defendo seu direito”.
O cenário favorável ao avanço das criptomoedas nos EUA também reflete mudanças regulatórias. A administração Trump flexibilizou normas, permitindo que bancos atuem com ativos digitais. O Federal Reserve revogou, em abril, orientações restritivas, enquanto o Escritório do Controlador da Moeda confirmou em maio a permissão para custódia de criptoativos. Além disso, há negociações entre instituições financeiras para o lançamento de uma stablecoin conjunta e discussões no Senado sobre legislação específica para stablecoins.
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