Um investidor do Rio Grande do Norte perdeu R$ 40 mil ao cair em um golpe de criptomoedas iniciado em redes sociais. Ele agora processa o Facebook e o Telegram para obter dados que ajudem a identificar os responsáveis.
A fraude teve início após o contato com um grupo que simulava conhecimento técnico em criptoativos, utilizando perfis no Telegram (@AI_BOT_VIP88) e WhatsApp, vinculados a um número internacional. Os golpistas operavam por meio da falsa plataforma “AI Bot”, que prometia lucros automáticos em uma suposta carteira DeFi.
Segundo a vítima, os criminosos solicitaram diversas transferências em criptomoedas, sempre sob o argumento de manutenção do investimento. Quando o investidor tentou realizar um saque, os golpistas alegaram que ele precisava pagar US$ 10 mil em USDT para uma “pool de mineração” pendente. Posteriormente, disseram que o bloqueio era motivado por inadimplência junto à Autoridade Monetária da Arábia Saudita (SAMA) e à FinCEN, dos Estados Unidos — uma justificativa infundada e usada para pressionar novos depósitos.
Com o caso judicializado, a Justiça determinou que Meta (dona do Facebook) e Telegram entreguem os dados dos golpistas em até 15 dias, sob pena de multa.
Para o advogado Raphael Souza, especializado em criptoativos, a decisão reforça a responsabilidade das plataformas. “Quase todos os golpes digitais começam nas redes sociais. As empresas precisam colaborar judicialmente, sob risco de responderem por omissão e serem multadas”, afirmou ao Livecoins.
A fraude reflete uma tendência crescente de esquemas que utilizam falsas corretoras e a aparência de legalidade para enganar investidores. O caso serve de alerta para usuários que recebem promessas de rendimento fácil por canais informais ou aplicativos de mensagens.
