O fundador da Plasma, Paul Faecks, negou acusações de venda de informações privilegiadas após o token XPL, nativo da rede, perder mais da metade de seu valor em menos de uma semana.
Segundo Faecks, nenhum membro da equipe vendeu tokens e as alocações continuam bloqueadas por três anos, com um período inicial de carência de 12 meses. “Nenhum XPL da equipe foi colocado no mercado”, garantiu.
Lançamento e queda abrupta
A Plasma lançou sua mainnet beta e o token XPL em 25 de setembro. O ativo chegou a ser negociado próximo de US$ 1,70 no domingo, mas caiu para US$ 0,83 até quarta-feira, segundo dados do TradingView, acumulando perda superior a 50%.
A queda levantou suspeitas de que a equipe teria usado uma estratégia de venda TWAP, em que grandes ordens são fracionadas e executadas em intervalos regulares.
Investigações on-chain
O analista independente ManaMoon identificou transferências de mais de 600 milhões de XPL de carteiras ligadas à Plasma para exchanges antes do lançamento. Para ele, a pressão de venda pode ter sido excessiva para o mercado absorver.
Críticos também levantaram a hipótese de envolvimento da empresa de trading algorítmico Wintermute. Faecks, no entanto, negou qualquer relação: “Não contratamos a Wintermute como market maker e temos apenas informações públicas sobre sua possível participação.”
Questionamentos da comunidade
Parte da comunidade apontou que, embora os tokens da equipe permaneçam bloqueados, ainda pairam dúvidas sobre outras categorias, como os de “ecossistema e crescimento”.
Um dos críticos, conhecido como crypto_popseye, acusou a Plasma de “destruir seu próprio gráfico” e sugeriu que o projeto pode não se recuperar.
Faecks, por sua vez, afirmou que a empresa está “100% focada em construir o futuro do dinheiro” e que não fará novos comentários sobre o caso.
Até o fechamento desta edição, a Plasma não respondeu aos pedidos de esclarecimento enviados pela imprensa.
Mauro Andrade cobre cripto internacional, geopolítica digital e mercado global no CriptoBR. Acompanha movimentos regulatórios nos EUA, Europa e Ásia, adoção institucional por grandes players (BlackRock, Fidelity, JPMorgan) e o impacto geopolítico das criptomoedas no cenário financeiro mundial.





