Está faltando “match” entre o desejo de usuários de criptomoedas de fazerem pagamentos com moedas digitais e a possibilidade disso acontecer. De acordo com uma pesquisa realizada pela Foxbit Business, do Grupo Foxbit, 78% dos 1.225 entrevistados gostariam de usar suas criptos, em especial bitcoin, em pagamentos de produtos e serviços. Um dos principais motivos para isso é a ainda baixa adesão dos negócios em aceitar esse tipo de recebimento.
Segundo o relatório Status do Pagamento com Criptomoedas no Brasil 2024, apenas 16% dos entrevistados já realizaram algum tipo de pagamento com criptomoedas, se deparando com estabelecimentos que aceitavam o método. O levantamento aconteceu entre 22 de maio e 4 de junho pela plataforma da exchange, com sete perguntas de múltiplas escolhas.
“Se as lojas não estão preparadas para este tipo de recebimento, é natural que os clientes fiquem cada vez mais restritos ao uso de seus tokens. Esta dinâmica não beneficia nenhum dos lados, pois reduz as chances de uma relação diferente entre empresa, cliente e finanças”, afirma o analista de conteúdo do Grupo Foxbit, Beto Fernandes,
Devido a esse cenário, 71% dos entrevistados disseram preferir realizar suas compras com criptomoedas em lojas online, ao invés das físicas. “Não é possível cravar os motivos, mas a inferência sugere que os e-commerces não só são mais claros em sua comunicação, mas também são mais adeptos às criptomoedas. Ao mesmo tempo, as plataformas digitais, incluindo os navegadores, estão mais adaptados às conexões de diferentes carteiras do que os sistemas de pagamentos tradicionais”, completou.
De acordo com a pesquisa, as criptomoedas que os usuários mais gostariam de usar como forma de pagamento são bitcoin (63%), ethereum (32%) e Tether (20%). Depois disso vêm solana (14%) e ripple (9%). Esses resultados surpreeenderam Bernardo.
“A aposta estava mais para o Tether, que tem uma pressão menos forte para investimentos e maior para usabilidade, principalmente quando falamos de transações internacionais. Isso sugere que a premissa do BTC de dinheiro digital permanece forte, independente de outras tecnologias ou desempenho de preços”. Dos 1225 entrevistados, 22% prefere as criptos apenas para investimentos.
Para dar mais usabilidade às criptos, as exchanges têm lançado serviços financeiros conectados às carteiras digitais. A Foxbit Business, por exemplo, lançou o Foxbit Pay e o Foxbit Card, que tem bandeira MasterCard”.
Dos entrevistados na pesquisa, 32,7% eram de São Paulo, seguido por Rio de Janeiro (9,6%) e Minas Gerais (8,9%). Em relação à faixa de idade, o maior grupo que respondeu às perguntas é o de pessoas de 36 a 49 anos de idade (38%). Em seguida vieram as pessoas com mais de 50 anos (27%). Jovens entre 19 e 25 anos representaram apenas 9% do levantamento.
Oliver Andrade é jornalista, empreendedor e uma das vozes mais ativas do ecossistema cripto brasileiro. Aos 32 anos, casado e pai, concilia a vida pessoal com uma trajetória intensa no mercado de ativos digitais que começou em 2020 — quando...





