Como é que chegamos ao mundo da nuvem (cloud), por enquanto a etapa mais recente da história do armazenamento de dados na computação? É isso o que mostra a Exposição Virtual sobre Armazenamento Digital do Museu da Computação Professor Odelar Leite Linhares, do campus de São Carlos (SP) da Universidade de São Paulo (USP). De acordo com a universidade, a exposição é uma forma de entender a evolução digital que levou à maneira como vivemos.
E para isso, e exposição digital começa com o cartão perfurado, primeira mídia legível por máquina para coleta de dados e que, para esse fim, foi projetado primeiro para uso em computadores da IBM. Esses cartões perfurados foram usados pela primeira vez em cerca de 1725, depois aprimorados no século seguinte e usados até pelo governo dos Estados Unidos (EUA). Até que em 1950, a IBM usou o método para computadores eletrônicos.
A exposição tem textos, linha do tempo, vídeos e fotos e usa trabalhos feitos para a matéria de História da Computação Instituto de Ciências e Matemáticas e de Computação (IMCM). Isso inclui, por exemplo, a história do Hard Disk Drive (HD), que permitiu uma grande capacidade de armazenamento e foi crucial para computadores pessoais.
E há ainda informações sobre dispositivos que pessoas muita gente não conheceu ou só ouviu falar, como os disquetes, lançados no final dos anos 60, e os pendrives, que permitiram a mobilidade das informações num dispositivo pequeno e mais potente que os CDs. E tem informações até sobre os vírus.
Os visitantes também ficam sabendo que a gravação de músicas começou usando a lógica dos cartões perfurados. A pianola, por exemplo, é um piano programável. “Nela é inserido um rolo de papel perfurado, com furos posicionados de acordo com a música a ser tocada. O papel, ao ser desenrolado, passa pelo mecanismo da pianola, que interpreta cada furo como uma nota e assim a música é reproduzida automaticamente”.
A exposição virtual explica ainda a nuvem, ou Cloud Storage, que permite armazenar dados e arquivos em um local externo que pode ser acessado por meio da internet pública ou de uma conexão de privada. O provedor desse serviço cuida da hospedagem, segurança, gerenciamento, servidores e infraestrutura. Isso pode reduzir custos para empresas. Foi inclusive a nuvem que ajudou as startups a prosperarem.
*Reportagem contou com informações da matéria “Do Cartão Perfurado à Nuvam. Conheça a história do armazenamento digital em exposição virtual, do Jornal da USP.
Oliver Andrade é jornalista, empreendedor e uma das vozes mais ativas do ecossistema cripto brasileiro. Aos 32 anos, casado e pai, concilia a vida pessoal com uma trajetória intensa no mercado de ativos digitais que começou em 2020 — quando...





