DoubleZero lança mainnet-beta e inaugura nova era para infraestrutura cripto descentralizada
A indústria blockchain deu um passo estratégico rumo à independência da internet pública com o lançamento da mainnet-beta do Protocolo DoubleZero, uma rede de comunicação dedicada e otimizada para tráfego cripto de alta capacidade. A novidade chegou acompanhada da estreia do token nativo da rede, em meio a uma inesperada carta de não-ação da SEC, que reconhece a legitimidade do modelo DePIN (rede descentralizada de infraestrutura física).
A proposta da DoubleZero é ousada: construir uma rede paralela de conexões de fibra óptica de alta velocidade que prioriza a performance de blockchains — algo impossível na internet convencional, congestionada por dados de streaming, jogos e navegação geral. O resultado é uma comunicação mais rápida, direta e com menor latência, essencial para a próxima geração de aplicações descentralizadas.
“A internet pública nunca foi construída para sistemas de alto desempenho. Foi feita para um modelo centralizado de grandes servidores falando com pequenos usuários”, afirmou Austin Federa, fundador da DoubleZero.
Atualmente, a rede já interliga 25 localidades geográficas com mais de 70 conexões diretas, criando uma malha otimizada para validação, consenso e sincronização de blocos em tempo quase real.
🚀 SEC muda o jogo para projetos DePIN
Em um movimento surpreendente, a SEC emitiu uma carta de não-ação que isenta o token da DoubleZero da classificação de valor mobiliário. A decisão abre caminho não só para o lançamento público do ativo, mas também para a expansão de todo o ecossistema DePIN. Segundo a comissária Hester Peirce:
“Tokens DePIN são compensações por serviços prestados. Não são promessas de lucro passivo. Operadores de nós funcionam como pequenos empresários, não investidores tradicionais.”
Esse novo posicionamento representa uma reviravolta em relação à gestão anterior da SEC, que travou o mercado com multas e processos que custaram mais de US$ 426 milhões às empresas cripto, de acordo com a Blockchain Association.
⚙️ Por que isso importa para o seu projeto Web3?
Com a infraestrutura evoluindo e a regulação começando a reconhecer modelos legítimos como o DePIN, o diferencial competitivo dos projetos Web3 volta a ser o que muitos ainda ignoram: comunidade real, engajada e conectada com o propósito.
Lançar token, entrar em DePIN ou operar com alta performance técnica não adianta nada sem uma base ativa e que defende o projeto.
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Mauro Andrade cobre cripto internacional, geopolítica digital e mercado global no CriptoBR. Acompanha movimentos regulatórios nos EUA, Europa e Ásia, adoção institucional por grandes players (BlackRock, Fidelity, JPMorgan) e o impacto geopolítico das criptomoedas no cenário financeiro mundial.





