Dois mineradores solo encontraram blocos de Bitcoin entre sexta-feira (26) e domingo (27), recebendo cerca de R$ 2 milhões cada em recompensas. O feito, raro e estatisticamente improvável, surpreendeu a comunidade cripto por envolver operações bastante distintas, o primeiro minerador, com apenas 49 TH/s de poder computacional — equivalente a um equipamento doméstico como o Avalon Q da Canaan — teve sucesso ao minerar um bloco com chance estimada de 1 em 130.000 por dia. Segundo Con Kolivas, responsável pela CK Pool, essa probabilidade se traduz em um evento esperado a cada 370 anos.
Já o segundo minerador operava com 270 PH/s, possivelmente via aluguel de hash rate, elevando sua chance diária para 1 em 20. Apesar da prática arriscada, semelhante a uma loteria digital, o investimento estimado de R$ 184 mil em poder computacional foi amplamente recompensado com 3,1 BTC, e além do aspecto financeiro, os especialistas destacam a contribuição desses eventos para a descentralização da rede Bitcoin, reforçando sua resistência à censura, a mineração solo segue rara, mas demonstra que, mesmo com odds baixas, é possível surpreender o mercado — seja com uma única máquina ou com estratégia de aluguel de poder computacional.
