A insatisfação crescente entre jovens com o atual modelo econômico está moldando um novo cenário para o Bitcoin, segundo o gestor Jordi Visser. Em entrevista ao podcast de Anthony Pompliano, Visser afirmou que a descrença no sistema financeiro, somada ao avanço da inteligência artificial, deve ampliar a adoção do BTC como alternativa de proteção.
Visser aponta que pessoas com até 25 anos enfrentam um ambiente marcado por incerteza econômica e risco crescente de desemprego estrutural. Nesse contexto, há uma demanda social por mais benefícios públicos, mas que depende da expansão contínua da base monetária — movimento que favorece ativos escassos como o Bitcoin.
“Os jovens não acreditam que o sistema vá se recuperar. Eles acham que piora a cada ano. Quanto maior a frustração, mais o governo imprime dinheiro — e é por isso que o Bitcoin tende a subir”, afirmou.
Para o analista, essa geração não vê no capitalismo atual um modelo sustentável, o que estimula o interesse por alternativas descentralizadas. Ele projeta que o BTC ocupará espaço crescente como reserva de valor, substituindo parte dos ativos fiduciários ao longo do tempo.
Tecnologia e desigualdade como vetores de mudança
Visser também alertou que a consolidação da inteligência artificial e de robôs humanoides poderá agravar a concentração de riqueza e desestruturar o modelo capitalista tradicional. Segundo ele, em até cinco anos tecnologias como carros autônomos devem se tornar amplamente disponíveis, acelerando esse processo.
“Se a desigualdade continuar aumentando, com poucos detendo quase toda a renda, isso vai gerar ruptura. Estamos entrando em um período em que a reorganização econômica será inevitável”, disse.
Para Visser, o Bitcoin ganha força justamente por não depender da confiança em instituições tradicionais. Em um cenário de instabilidade e mudanças profundas, a demanda por ativos digitais escassos tende a crescer — e a nova geração está na linha de frente dessa transformação.
