A Chainlink, oráculo blockchain para transferência de dados que estão fora das redes para os contratos inteligentes, entrou para o consórcio do Banco Inter no piloto do Drex. O consórcio inclui também a Microsoft Brasil e a 7COMm, provedora de soluções de tecnologia. O grupo está na segunda fase do piloto com a proposta de desenvolver uma solução de financiamento comercial (trade finance) para commodities agrícolas.
Bruno Grossi, líder de Tecnologias Emergentes do Banco Inter, disse ao Blocknews que a Chainlink cuidará da interoperabilidade entre moedas digitais de bancos centrais (CBDCs). E que isso acontecerá por meio do acordo que o Banco Central do Brasil (BC) fechou com a Autoridade Monetária de Hong Kong feito há alguns dias. Isso porque os testes acontecerão interligando, com a liderança do Inter, o piloto do Drex e o Projeto Ensemble do HKMA.
A interoperabilidade entre o BC e a HKMA vai acontecer usando o Protocolo de Interoperabilidade Cross-Chain (CCIP). “O projeto prevê uso de oráculos para automatização da gestão da cadeia de suprimentos e melhoria dos processos de financiamento comercial. O objetivo do piloto é demonstrar a liquidação automatizada das transações transfronteiriças, entre plataformas e em diferentes moedas”, afirmou a Chainlink em comunicado.
Uso de protocolo da Chainlink
O piloto vai tokenizar Conhecimento de Embarque Eletrônico (eBoL) on-chain e o uso de dados da cadeia de suprimentos para acionar pagamentos aos exportadores ao longo do processo de envio. Assim, buscará mostrar que pode haver financiamento comercial desbloqueado quando houver uma Entrega versus Pagamento (DvP) e um Pagamento versus Pagamento (PvP).
“Vemos a colaboração neste projeto com líderes tecnológicos como Microsoft e Chainlink Labs como uma oportunidade transformadora para expandir o alcance do mercado e melhorar a saúde do mercado brasileiro”, afirmou Grossi.
“Esperamos trabalhar com o Banco Central do Brasil, Banco Inter, Microsoft e Chainlink Labs para demonstrar como a adoção da blockchain combinada com o CCIP pode transformar o financiamento comercial”, afirmou Angela Walker, Head Global de Banking and Capital Markets da Chainlink Labs.
Para Sergio Yamani, Chief Innovation and New Business Development Officer da 7COMM, “as CBDCs, o desenvolvimento de protocolos de interoperabilidade blockchain como o CCIP e o uso de CBDCs para pagamentos transfronteiriços permitem uma nova geração de soluções de financiamento comercial blockchain.” A Microsoft está fornecendo serviços de nuvem para o projeto, segundo João Aragão, especialista em inovação para serviços financeiros da Microsoft.
Oliver Andrade é jornalista, empreendedor e uma das vozes mais ativas do ecossistema cripto brasileiro. Aos 32 anos, casado e pai, concilia a vida pessoal com uma trajetória intensa no mercado de ativos digitais que começou em 2020 — quando...





