O Banco Nacional do Cazaquistão pretende formar uma reserva nacional de criptomoedas, conforme revelou um relatório oficial divulgado pela agência estatal Kazinform. A proposta visa centralizar ativos digitais sob supervisão direta do governo, com financiamento oriundo de criptos apreendidas e da mineração estatal.
Timur Suleimenov, presidente do banco central, reconheceu os riscos do mercado, mas defendeu que o controle institucional garante maior segurança e gestão adequada. A iniciativa está alinhada com práticas internacionais, segundo resposta oficial a um inquérito parlamentar de maio, que sugere a criação de uma subsidiária para administrar os investimentos digitais.
O projeto se insere em uma estratégia mais ampla do governo para consolidar o país como referência em inovação cripto. Em maio, o presidente Kassym-Jomart Tokayev anunciou a “CryptoCity”, uma zona onde criptomoedas poderão ser usadas em transações do dia a dia. O vice-ministro de Desenvolvimento Digital, Kanysh Tuleushin, afirmou que uma regulação mais ágil pode posicionar o Cazaquistão como polo regional.
Enquanto expande sua atuação, o governo também intensifica a fiscalização: 36 exchanges ilegais foram encerradas em 2024 para conter lavagem de dinheiro e reforçar a integridade do sistema financeiro.
O movimento segue uma tendência global. Texas e Índia já discutem suas próprias reservas estratégicas de Bitcoin, enquanto a senadora americana Cynthia Lummis relatou apoio crescente dentro das forças armadas dos EUA à criação de uma reserva nacional de ativos digitais como proteção contra guerras econômicas.
Mauro Andrade cobre cripto internacional, geopolítica digital e mercado global no CriptoBR. Acompanha movimentos regulatórios nos EUA, Europa e Ásia, adoção institucional por grandes players (BlackRock, Fidelity, JPMorgan) e o impacto geopolítico das criptomoedas no cenário financeiro mundial.





