O Brasil recebeu 60 bilhões de tentativas de ataques cibernéticos em 2023, segundo o FortiGuard Labs, laboratório de inteligência e análise de ameaças da Fortinet. O número é 40% inferior aos 103 bilhões de tentativas em 2022. Essa queda é uma tendência global, mas o problema é que “há um volume maior de explorações exclusivas e novas variantes de malware e ransomware que são muito mais direcionadas”, disse a empresa em comunicado.
Enquanto o malware é ligado a softwares maliciosos, incluindo os ransomwares, esse último é um ataque que criptografa dados e sistemas, bloqueia ambos e exige resgate para o desbloqueio.
O Brasil respondeu por 30% dos 200 bilhões de tentativas de ataques na América Latina e o Caribe no ano passado. A região toda, por sua vez, responde por respondeu por 14,5% do total global. Os países latino-americanos com maior atividade de ataques cibernéticos em 2023 foram México, Brasil e Colômbia, segundo a FortiGuard Labs.
O levantamento mostra ainda que “ao longo de 2023, foi observada uma presença notável de ameaças ligadas a aplicações Microsoft Office. Embora muitas destas ameaças já tenham as suas assinaturas de remediação, a persistência na sua deteção sugere que os atacantes continuam encontrando utilidade na sua exploração, uma vez que os sistemas de muitas organizações não foram corrigidos ou atualizados”.
Assim, a distribuição de malware por meio de arquivos do Microsoft Office, como Excel, Word e PowerPoint, foi responsável por quase 50% das detecções de malware.
Além disso, o Prometei, um malware que consegue controlar remotamente máquinas infectadas, teve um forte aumento de atividade na América Latina durante 2023, com o Panamá e o Equador se destacando com a maior atividade detectada desse malware.
Já o Double Pulsar continuou no topo da lista como a vulnerabilidade predominante em quase todos os países da América Latina, sendo 75% das atividades maliciosas detectadas no último trimestre de 2023.
Oliver Andrade é jornalista, empreendedor e uma das vozes mais ativas do ecossistema cripto brasileiro. Aos 32 anos, casado e pai, concilia a vida pessoal com uma trajetória intensa no mercado de ativos digitais que começou em 2020 — quando...





