O Banco Central do Brasil (BCB) e o Banco Central de Hong Kong (HKMA) anunciaram hoje, 28, um acordo para testarem a tokenização transfronteiriça dentro dos programas do piloto do Drex e do Ensemble. As instituições conectarão suas infraestruturas experimentais de moedas digitais de bancos centrais (CBDCs) para explorar casos de uso de pagamento versus pagamento (PvP) e entrega versus pagamento (DvP) transfronteiriços em áreas como comércio internacional e créditos de carbono.
De acordo com Roberto Campos Neto, presidente do BC do Brasil, disse, “a colaboração com o HKMA é um passo importante desta nova fase na construção do Drex. Participar de experimentos transfronteiriços e debates é fundamental para ajudar na criação de um mercado financeiro global ainda mais integrado. Assim, consideramos simbólica a conexão de duas jurisdições em lados opostos do globo.”
Construindo sobre o Acordo de Cooperação assinado pelo HKMA e o BCB em 2018 para fomentar a inovação em serviços financeiros em seus respectivos mercados, a colaboração segue os anúncios dos BCs sobre suas últimas rodadas de experimentações envolvendo CBDCs e ativos tokenizados. O HKMA lançou o Sandbox Ensemble em agosto deste ano para realizar experimentos com participantes da indústria em quatro áreas principais: renda fixa e fundos de investimento, gestão de liquidez, finanças verdes e sustentáveis, e finanças comerciais e de cadeia de suprimentos.
Enquanto isso, o BCB anunciou recentemente os 13 temas para a segunda fase do piloto do Drex. Um dos objetivos do Brasil é desenvolver um mercado financeiro tokenizado no Brasil. A plataforma Drex está sendo desenvolvida em cooperação com mais de 70 empresas como bancos, consultorias e empresas nativas em blockchain.
Eddie Yue, Chefe Executivo do HKMA, afirmou que “a semente da colaboração entre o HKMA e o BCB, plantada há alguns anos, agora floresceu. O Projeto Ensemble é tudo sobre colaboração com parceiros da indústria para avançar o mercado de tokenização. Nesse sentido, o BCB é um parceiro excelente, especialmente porque compartilhamos uma visão comum de impulsionar o futuro da indústria financeira por meio da tecnologia. Ambos estamos tomando medidas concretas para transformar essa visão em realidade.”
Oliver Andrade é jornalista, empreendedor e uma das vozes mais ativas do ecossistema cripto brasileiro. Aos 32 anos, casado e pai, concilia a vida pessoal com uma trajetória intensa no mercado de ativos digitais que começou em 2020 — quando...





