O Bitcoin ultrapassou nesta quinta-feira (1º), feriado do Dia do Trabalhador, a marca de US$ 97 mil, registrando o maior valor desde a forte correção sofrida no fim de fevereiro. A criptomoeda se valoriza mais de 20% desde a mínima de US$ 78.900 registrada naquele mês e acumula uma alta de cerca de 28% desde o fundo de US$ 75 mil atingido no início de abril.
Para analistas, o movimento não é pontual. “A recente valorização do preço do Bitcoin é resultado de um impulso de longo prazo e não de um fenômeno temporário”, afirmou Ryan Yoon, analista-chefe de pesquisa da Tiger Research, ao portal Decrypt.
Segundo Yoon, o ativo está deixando de ser apenas uma aposta especulativa para se tornar parte essencial dos portfólios institucionais. Entre os fatores que explicam a escalada, ele destaca as compras consistentes de grandes empresas de tesouraria, como a Strategy, comandada por Michael Saylor, que nesta semana voltou às compras após investir US$ 1,4 bilhão em Bitcoin na semana anterior.
Outro destaque foi a empresa japonesa Metaplanet, que acumula US$ 481 milhões em BTC e anunciou a abertura de uma subsidiária nos Estados Unidos, movimento interpretado como um sinal de expansão e confiança no ativo digital.
Além disso, entradas constantes de capital por meio de ETFs e o efeito psicológico da aproximação da marca de US$ 100 mil estariam fortalecendo o sentimento de otimismo no mercado, segundo Yoon.
Outros analistas, como Andrew Lawrence, da exchange descentralizada Funkybit, mantêm uma previsão cautelosamente otimista. “Após atingir o fundo do poço em US$ 75 mil, o BTC está em processo de se desvincular de outros ativos de risco e retornar a uma reserva de valor alternativa”, disse. Para ele, a tendência é de alta diante da instabilidade monetária global.
No momento da publicação, o Bitcoin era negociado a US$ 97.108, com um volume diário de transações de US$ 29 bilhões, cerca de US$ 6 bilhões a mais que o dia anterior, segundo dados do CoinGecko.





