A adoção do bitcoin por empresas pode alcançar um novo patamar nos próximos anos. Segundo relatório divulgado nesta segunda-feira (5) pela corretora Bernstein, a alocação de tesourarias corporativas em bitcoin (BTC) pode atingir US$ 330 bilhões até o fim de 2029, impulsionada principalmente pelo modelo agressivo da empresa Strategy (MSTR), comandada por Michael Saylor.
De acordo com a projeção otimista da Bernstein, somente a Strategy deve adicionar cerca de US$ 124 bilhões em bitcoin nos próximos cinco anos. Na semana passada, a companhia anunciou uma nova oferta de ações no valor de US$ 21 bilhões para continuar ampliando suas reservas da criptomoeda.
O relatório também prevê que empresas menores, com perspectivas de crescimento mais modestas, devem seguir o modelo da Strategy e destinar até US$ 205 bilhões à aquisição de BTC como estratégia de tesouraria.
“O ambiente regulatório mais favorável aos criptoativos nos Estados Unidos tem acelerado o crescimento da posse corporativa de bitcoin”, escreveram os analistas liderados por Gautam Chhugani.
Atualmente, companhias listadas em bolsa já controlam cerca de 2,4% do fornecimento total de bitcoin, o que equivale a aproximadamente 720 mil BTC. Ainda assim, o relatório destaca que o modelo da Strategy é difícil de replicar e nem todas as empresas conseguirão obter os mesmos resultados com essa abordagem.
Na última semana, a Strategy reforçou seu compromisso com o ativo ao adquirir mais 1.895 bitcoins, desembolsando cerca de US$ 180,3 milhões.





