A BEE4, mercado de balcão de ações tokenizadas de empresas de médio porte, fechou uma parceria com a Dinamo Networks, que participa do piloto do Drex, para geração, gestão e guarda de chaves criptográficas dos participantes (nós) da sua rede. A startup, que está no sandbox da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), há um ano trocou a Quorum pela Hyperledger Besu, seguindo a escolha do Banco Central (BC) para a blockchain de testes do Drex.
A Dinamo afirmou que investiu em Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) e em expertise em segurança em ambientes Tecnologia de Registro Distribuído (DLT) e blockchain em especial durante sua participação no piloto do Drex. A empresa entrou no consórcio liderado pela TecBan.
Assim, desenvolveu a integração do Hardware Security Module (HSM) com a tecnologia para proteção das transações de ativos com as chaves privadas, como para a proteção das chaves criptográficas dos nós da rede. E foi essa proteção de chaves que foi integrada na infraestrutura da rede blockchain da BEE4.
Dinamo Networks está no Drex
“Ao utilizar a solução de HSMs da Dinamo para guarda de chaves privadas de nós, infraestruturas de mercado como a BEE4, que operam em redes blockchain permissionadas, podem proteger suas transações digitais de forma robusta, atendendo aos mais altos padrões de segurança da indústria e trazendo confiança dos seu ecossistema”, disse Paloma Sevilha, sócia da BEE4 e responsável pelo projeto. A Dinamo integra operações do BC, como o Pix e o Sistema de Pagamentos Brasileiros (SPB) e instituições no exertior.
Patrícia Stille, CEO da BEE4, disse ao Blocknews que o uso de Hyperledger Besu está em linha com o plano de fazer “liquidação onchain tão logo seja possível, pós lançamento oficial do real digital. Adicionalmente, para viabilizar transações privadas encontramos tecnicamente mas opções de soluções no contexto do Hyperlegder Besu, em comparação com o Quórum, estamos testando algumas aplicações nesse sentido, ainda não em produção.
BIS alerta sobre riscos de redes abertas
“Nossa prioridade até aqui foi colocar em pé uma infraestrutura robusta e segura para operar esse novo mercado de capitais. Agora, estamos ampliando nosso ecossistema, conectando com corretoras para ganho de escala, volume de investidores e geração de liquidez para os ativos negociados”, completou a executiva.
Em agosto passado, o Comitê de Basileia para Supervisão Bancária, que faz parte do Banco de Compensações Internacionais (BIS), publicou um relatório apresentando 44 novos riscos associados ao uso de blockchains que não são permissionadas. O estudo apontou riscos relacionados a operações, segurança, governança, questões legais e conformidade. Certos riscos surgem da dependência de blockchains de terceiros desconhecidos. De acordo com o estudo, a confiança em terceiros desconhecidos eleva a chance de ataques de 51%, desvalorizando ativos.
Oliver Andrade é jornalista, empreendedor e uma das vozes mais ativas do ecossistema cripto brasileiro. Aos 32 anos, casado e pai, concilia a vida pessoal com uma trajetória intensa no mercado de ativos digitais que começou em 2020 — quando...





