O Congresso das Filipinas está analisando um projeto de lei que pode mudar de vez a estratégia econômica do país. A proposta, apresentada pelo deputado Migz Villafuerte, prevê a criação de uma reserva estratégica de 10.000 Bitcoins, que seria acumulada ao longo de cinco anos pelo Banco Central das Filipinas (BSP).
📌 O plano obriga o banco central a comprar 2.000 BTC por ano durante cinco anos, mantendo os ativos em um fundo fiduciário por pelo menos 20 anos. A única exceção para a venda seria em caso de quitação da dívida pública.
Segundo Villafuerte, o Bitcoin deve ser encarado como ouro digital, destacando sua taxa média de crescimento anual de 40% nos últimos cinco anos. Ele argumenta que, diante da transformação global nos mercados financeiros, é imperativo que as Filipinas se posicionem com ativos estratégicos descentralizados.
🛡️ O projeto ainda exige:
Um Programa de Compra de Bitcoin executado pelo BSP.
Prova de reservas com relatórios trimestrais públicos.
Transparência sobre saldos, transações e custódia das chaves privadas.
Se aprovado, o país poderá superar El Salvador, que hoje possui cerca de 6.276 BTC, e se aproximar do Butão, que detém 10.565 BTC em suas reservas, segundo a Arkham Intelligence.
Villafuerte afirma que o movimento trará estabilidade financeira e segurança estratégica ao país, além de posicionar as Filipinas como referência no Sudeste Asiático no uso de Bitcoin como reserva soberana.
✨ A proposta é vista como um marco na diversificação dos ativos nacionais, sinalizando um novo paradigma de política monetária global.
Mauro Andrade cobre cripto internacional, geopolítica digital e mercado global no CriptoBR. Acompanha movimentos regulatórios nos EUA, Europa e Ásia, adoção institucional por grandes players (BlackRock, Fidelity, JPMorgan) e o impacto geopolítico das criptomoedas no cenário financeiro mundial.





