Mesmo com um cenário político mais favorável desde a chegada da equipe pró-cripto de Donald Trump à Casa Branca, empresas do setor continuam enfrentando o bloqueio e fechamento de contas bancárias, reflexo das políticas conhecidas como “Operação Chokepoint”.
O termo, usado desde 2013, descreve ações coordenadas para restringir o acesso de determinados setores — como criptomoedas — ao sistema financeiro tradicional. A expectativa era de que essas medidas diminuíssem, mas relatos mostram que a prática segue viva.
Alex Konanykhin, CEO da Unicoin, afirmou que sua empresa e subsidiárias perderam acesso a contas em grandes bancos dos EUA sem qualquer justificativa clara. Entre as instituições citadas estão Citibank, Chase, Wells Fargo, City National Bank of Florida e TD Bank. “A desbancarização continua sendo uma barreira significativa para o crescimento saudável do ecossistema cripto”, destacou.
O cenário é agravado por relatos de aumento de tarifas para transferência de fundos de plataformas de criptomoedas e fintechs — movimento que o sócio da Andreessen Horowitz, Alex Rampell, descreveu como uma “Operação Chokepoint 3.0”.
Especialistas alertam que o bloqueio bancário não atinge apenas exchanges e grandes players, mas também startups e projetos que buscam inovar com tecnologia blockchain, reduzindo competitividade e afastando investimentos.
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Mauro Andrade cobre cripto internacional, geopolítica digital e mercado global no CriptoBR. Acompanha movimentos regulatórios nos EUA, Europa e Ásia, adoção institucional por grandes players (BlackRock, Fidelity, JPMorgan) e o impacto geopolítico das criptomoedas no cenário financeiro mundial.





