A BlackRock, maior gestora de ativos do mundo, já lidera com folga o segmento de ETFs de criptomoedas, administrando mais de US$ 57,4 bilhões em Bitcoin e US$ 9,59 bilhões em Ethereum. Agora, segundo Nate Geraci, especialista em ETFs, o próximo passo pode ser o lançamento de fundos à vista para XRP e Solana, ampliando o alcance da empresa no setor.
Geraci acredita que os pedidos devem ser protocolados nos próximos meses, possivelmente antes de outubro, prazo em que a SEC decidirá sobre propostas semelhantes apresentadas por outras gestoras. Ele destaca que a BlackRock tem histórico de apostar em produtos indexados e diversificados, padrão que deve ser replicado no mercado cripto.
Para o especialista, focar apenas em Bitcoin e Ethereum seria limitar a estratégia. XRP, a terceira maior criptomoeda em valor de mercado, e Solana, a sexta, oferecem liquidez, escala e narrativas próprias que atraem investidores institucionais. Além disso, a inclusão de um futuro ETF baseado em índice de múltiplos criptoativos reforçaria a imagem de neutralidade e inovação da gestora.
Geraci também lembra que, no fim das contas, a motivação é clara: “A BlackRock gosta de ganhar dinheiro. Mesmo que não concordem com todos os aspectos técnicos ou ideológicos de cada ativo, o papel deles é oferecer produtos que o mercado quer comprar.”
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Mauro Andrade cobre cripto internacional, geopolítica digital e mercado global no CriptoBR. Acompanha movimentos regulatórios nos EUA, Europa e Ásia, adoção institucional por grandes players (BlackRock, Fidelity, JPMorgan) e o impacto geopolítico das criptomoedas no cenário financeiro mundial.





