O mercado de Bitcoin (BTC) volta a ganhar força no cenário global. Dados on-chain indicam que a negociação spot está apontando para um possível rompimento da resistência de US$ 113.650, o que poderia abrir espaço para um rali até US$ 119 mil.
Segundo a Glassnode, a métrica de Distribuição do Custo Base (CBD) mostra que os compradores estão defendendo níveis importantes de preço, em contraste com o Ethereum, cuja atividade permanece mais fraca. Essa densidade de transações no BTC sugere convicção dos investidores e fortalece o suporte no curto prazo.
📊 Além disso, os fluxos de exchanges reforçam a tese altista. A Coinbase registrou entre 25 e 31 de agosto um aumento consistente em entradas líquidas, após sua média móvel simples de 30 dias cair para o menor patamar desde 2023. Já a Binance apresentou fluxos em máximas não vistas desde julho de 2024, sinalizando uma fase de reacumulação.
🔎 Embora detentores de longo prazo estejam realizando lucros, o movimento permanece dentro da normalidade do ciclo e não representa pressão de venda agressiva. No gráfico de 4 horas, o RSI já voltou acima de 50, mostrando aumento da confiança compradora.
Para consolidar a recuperação, o BTC precisa fechar acima de US$ 113.650. Caso isso ocorra, os próximos alvos são US$ 116.300, US$ 117.500 e até US$ 119.500. Por outro lado, se o rompimento falhar, a criptomoeda pode buscar suportes mais baixos entre US$ 105 mil e US$ 100 mil.
🌍 Esse cenário mostra como a negociação spot está cada vez mais decisiva para a formação de tendência, em contraste com os movimentos artificiais dos futuros. A leitura é clara: liquidez real e acúmulo no mercado à vista podem ditar o próximo grande salto do Bitcoin.
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Mauro Andrade cobre cripto internacional, geopolítica digital e mercado global no CriptoBR. Acompanha movimentos regulatórios nos EUA, Europa e Ásia, adoção institucional por grandes players (BlackRock, Fidelity, JPMorgan) e o impacto geopolítico das criptomoedas no cenário financeiro mundial.





