O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, intensificou as críticas ao presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, e afirmou que já está entrevistando possíveis candidatos para substituí-lo. A declaração foi publicada nesta quarta-feira (24) pela Reuters e reforça a pressão do governo Trump sobre a política monetária do banco central dos Estados Unidos.
As falas de Bessent surgem um dia após Powell declarar que a política do Fed “não está em um curso predeterminado”, deixando em aberto a possibilidade de novas surpresas na reunião de outubro. Apesar de um corte de 0,25 ponto percentual nos juros em setembro, a autoridade monetária não garantiu continuidade no processo de afrouxamento.
Governo pressiona, mercado reage
Para Bessent, a postura do Fed tem sido rígida e excessivamente dependente de indicadores atrasados. “Procuro alguém com mente aberta, que não olhe pelo retrovisor, mas para frente”, afirmou. Ele também comparou o funcionamento das reuniões do Fed à ONU, dizendo que seria “positivo trazer sangue novo”.
O governo Trump deseja juros mais baixos para estimular a economia em 2025, mas a insistência nessa direção levanta preocupações sobre riscos inflacionários. A independência do banco central, portanto, volta ao centro do debate.
Disputa pela sucessão
No mercado de previsões Polymarket, o nome de Christopher Waller perdeu força nesta semana. Outros nomes mais cotados incluem Kevin Hassett, Kevin Warsh e Stephen Miran.
Ao mesmo tempo, o mercado financeiro mantém alta probabilidade de novo corte em outubro. A Polymarket atribui 83% de chance a uma redução de 0,25 p.p., enquanto a ferramenta CME FedWatch estima essa probabilidade em 94,1%.
Impacto no Bitcoin
Além do debate político, investidores de cripto acompanham de perto os desdobramentos. Analistas como Tom Lee projetam que a continuidade dos cortes de juros pode impulsionar o Bitcoin a níveis históricos, chegando a US$ 200 mil até o fim de 2025.
Mauro Andrade cobre cripto internacional, geopolítica digital e mercado global no CriptoBR. Acompanha movimentos regulatórios nos EUA, Europa e Ásia, adoção institucional por grandes players (BlackRock, Fidelity, JPMorgan) e o impacto geopolítico das criptomoedas no cenário financeiro mundial.





