O Banco Central do Paraguai pode estar avaliando um passo inédito na América do Sul: a compra de bitcoin para compor parte de suas reservas internacionais. A possibilidade surgiu a partir de rumores sobre uma reunião realizada nesta quinta-feira, 2 de outubro, em Assunção, onde autoridades teriam discutido o tema.
Até o momento, não houve confirmação oficial, mas a movimentação chamou atenção do mercado regional. Caso o Paraguai realmente avance, será o primeiro país sul-americano a incluir o ativo digital em seu portfólio, antes mesmo do Brasil, que até agora não sinalizou medidas nesse sentido.
O interesse surge em um cenário de crescente debate sobre diversificação das reservas e proteção contra riscos cambiais. Nos últimos anos, países como El Salvador e algumas nações emergentes passaram a olhar para o bitcoin como alternativa de reserva de valor.
Para analistas, se o Paraguai confirmar a adoção, pode ganhar projeção internacional, atraindo investidores e consolidando uma imagem de vanguarda no setor financeiro. O movimento também pode estimular vizinhos a avaliarem novas estratégias frente à volatilidade global do dólar e às transformações no sistema monetário.
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Mauro Andrade cobre cripto internacional, geopolítica digital e mercado global no CriptoBR. Acompanha movimentos regulatórios nos EUA, Europa e Ásia, adoção institucional por grandes players (BlackRock, Fidelity, JPMorgan) e o impacto geopolítico das criptomoedas no cenário financeiro mundial.





