O Nubank fechou 2025 com mais de 112 milhões de clientes no Brasil e passou a ser a maior instituição financeira privada do país em número de usuários, segundo dados divulgados pelo Banco Central. No ranking geral, o banco digital ultrapassou o Bradesco e ficou atrás apenas da Caixa Econômica Federal em base de clientes.
A leitura do banco é que o salto de escala veio acompanhado de mais engajamento, não apenas de abertura de contas. A CEO do Nubank no Brasil, Livia Chanes, afirmou que 85% da base brasileira permanece ativa mensalmente e que a receita média por cliente ativo (ARPAC) atingiu recorde no terceiro trimestre de 2025, reforçando uma estratégia de ampliar o uso de produtos no cotidiano.
Dentro desse pacote, as operações com Bitcoin e criptomoedas ganharam espaço como produto de retenção e aprofundamento de relacionamento, especialmente com públicos mais jovens e digitalizados. O Nubank iniciou a oferta de compra e venda de Bitcoin e Ethereum no aplicativo em 2022, com liberação gradual para a base e entrada mínima baixa, em movimento que marcou a aproximação da criptoeconomia do público massivo no Brasil.
A oferta cresceu com o tempo. Em dezembro de 2022, o banco anunciou a adição de novos criptoativos à prateleira da Nubank Cripto, ampliando o portfólio além de BTC e ETH. Em 2024, a empresa avançou em uma demanda recorrente da comunidade e passou a habilitar envio e recebimento de cripto para carteiras externas, começando por Bitcoin, Ethereum e Solana, com implementação gradual.
Os números de adoção também chamaram atenção em 2025: a Nubank Cripto chegou à marca de 6,6 milhões de usuários, com forte participação de Geração Z e Millennials e aceleração de transações ao longo do ano, segundo comunicados e reportagens de mercado. A combinação de escala bancária com um produto cripto nativo no app ajudou o Nubank a transformar “interesse em cripto” em recorrência de uso dentro do ecossistema de serviços financeiros.
Estratégia de comunidade, com o nosso especialista em crescimento
A abordagem recomendada aqui é usar o marco de 112 milhões como gatilho para uma campanha de utilidade pública, não de autopromoção. O plano é um “ciclo de educação e segurança” em três etapas: (1) guias curtos e repetíveis sobre risco, custódia e transferências on-chain, focados em evitar erros básicos; (2) um roteiro de jornada do usuário, do primeiro investimento pequeno até a primeira transferência para carteira externa, com checklists e avisos claros; (3) uma camada de transparência com métricas simples (usuários cripto, ativos disponíveis, status de transferências) para reduzir ruído e aumentar confiança. O objetivo é converter curiosidade em comportamento seguro e recorrente, sem prometer retorno financeiro.O avanço do Nubank para 112 milhões de clientes reforça que o jogo de escala no Brasil virou também um jogo de engajamento. Ao incorporar cripto como produto de plataforma, com expansão gradual de portfólio e transferências, o banco aproxima um tema antes nichado do cotidiano de milhões de pessoas. O desafio daqui em diante é crescer mantendo clareza, segurança e experiência simples, especialmente em um ambiente onde cripto ainda combina alta demanda com riscos operacionais para o usuário final.
Mauro Andrade cobre cripto internacional, geopolítica digital e mercado global no CriptoBR. Acompanha movimentos regulatórios nos EUA, Europa e Ásia, adoção institucional por grandes players (BlackRock, Fidelity, JPMorgan) e o impacto geopolítico das criptomoedas no cenário financeiro mundial.





