O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, em conjunto com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, a liberação de duas servidoras públicas para participarem da Quarta Reunião do Grupo de Trabalho de Criptomoedas do Hemisfério Ocidental, realizada entre os dias 22 e 26 de setembro no Panamá.
A decisão, publicada no Diário Oficial da União em 19 de setembro, permite que Maria Fernanda Modesto Guimarães Lisboa, escrivã da Polícia Civil do Piauí, e Betina Alves Teixeira, papiloscopista da Polícia Civil de Goiás, representem a Secretaria Nacional de Segurança Pública.
Segundo a publicação, a viagem ocorrerá sem custos adicionais ao governo brasileiro, já que não haverá pagamento de hospedagem ou diárias extras.
Experiência prévia
Esta será a segunda participação consecutiva de Betina Teixeira, que já havia sido liberada em 2024 pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado, para a terceira reunião do grupo. Além disso, ela é uma das palestrantes confirmadas no 1º Congresso Internacional de Criptoativos (CONICRIPTO), previsto para novembro de 2025.
Atenção do governo às criptomoedas
O ministro Lewandowski tem destacado a necessidade de reforçar o combate a crimes financeiros envolvendo criptomoedas e metais preciosos, frequentemente usados em esquemas de lavagem de dinheiro. Em setembro de 2025, por exemplo, o ministério rastreou ativos digitais ligados a investigações de falsos leilões online.
A presença das servidoras no encontro internacional reforça o interesse do governo brasileiro em alinhar práticas de cooperação e capacitação criminal, especialmente no contexto da PEC da Segurança Pública, que deve ouvir especialistas em criptomoedas no combate ao crime organizado.
Mauro Andrade cobre cripto internacional, geopolítica digital e mercado global no CriptoBR. Acompanha movimentos regulatórios nos EUA, Europa e Ásia, adoção institucional por grandes players (BlackRock, Fidelity, JPMorgan) e o impacto geopolítico das criptomoedas no cenário financeiro mundial.





